Beata Regina Protmann

Nascimento e infância

 

Beata Madre Regina Protmann1

 

Regina era filha de Peter Protmann e Regina Tingels, ambos descendentes de famílias ricas e cristãs. Nascida em 1552, em Braunsberg, hoje Braniewo, Polônia, tornou-se uma fantástica personalidade religiosa do seu tempo, do seu povo e da Igreja Católica.

No século em que viveu, a Europa passou por intensas e tumultuadas mudanças sociais. No campo religioso e político aconteceram os movimentos da Reforma e da Contra Reforma da Igreja de Roma. Foi o grande cisma, que incluiu luta armada e dividiu a cristandade entre católicos e protestantes.

Nesse clima Regina cresceu, bonita, vaidosa e inteligente, apreciando as roupas elegantes, as diversões e festas, como todas as jovens de sua condição social. Tinha espírito de liderança, por isso se sobressaia às demais amigas. Era uma filha amorosa e obediente. Os pais lhe proporcionaram uma boa educação intelectual, moral e religiosa. Era hábito da família se reunir à noite em volta da lareira, onde o pai narrava sobre a história dos povos, a vida dos Santos e ensinava a Palavra de Cristo aos filhos.

 Cardeal

Em março de 1551 o Cabido Diocesano escolhe o Padre Estanislau Hosius para Bispo do Ermland. No inverno de 1557/58 Hosius é chamado a Roma. Já é conhecido como grande teólogo e diplomata. O Papa Paulo IV lhe pede para colaborar nos preparativos da grande reunião do Concilio de Trento.

Aos 26 de fevereiro de 1561, Hosius é elevado à dignidade de Cardeal. Aos 7 de fevereiro de 1564 chega a Heilsberg (Ermland); e umas semanas após, segue a Braunsberg. Aos 24 de março, começa suas conferências com os magistrados da cidade. Consegue restabelecer a paz religiosa; com paciência e zelo leva os magistrados à adesão à fé, com exceção de dois deles que são excluídos. Porém, outro inimigo se apresenta: a peste.

Empregam-se todos os meios preventivos, enquanto nas Igrejas não cessam as orações coletivas. A Diocese do Ermland terá poucas vítimas. O Cardeal está atento a tudo, zela pelo bem do povo e pela formação do clero.

Ainda em Trento, pedira ao Geral dos Jesuítas, alguns padres para a formação de sacerdotes. Em novembro de 1564, chegam os primeiros Jesuítas a Frauenburg e a Heilsberg. Aos 8 de janeiro de 1565, após a extinção da peste, chegam em Braunsberg e fundam o Colégio.

Hosius confia seus diocesanos ao zelo dos Jesuítas e retorna a Roma na qualidade de embaixador da Polônia. Voltará a visitar o Ermland, pela última vez, na semana Santa de 1568. Regina terá 16 anos.

Vinagre

Apesar de ter passado o perigo da peste que deixou a cidade em sobressalto, Regina traz consigo o paninho embebido em vinagre. É um bom preventivo contra o contágio.

– Mamãe, como estão os doentes que a senhora visitou? Gostaria de ir junto. Mas tenho medo. Confessa a jovem. E cheira o paninho para desinfetar-se.

– A senhora parece triste!

– Filha, um dia você compreenderá. A caridade tem muitas dimensões…

A mãe parece desfalecer. Solícita, a jovem a faz recolher-se ao leito.

Peter chega do trabalho. Coloca o cesto das provisões sobre a mesa.

– Onde está a mãe?

Os olhos vermelhos da filha já dizem tudo.

De fato, Regina Tingels cumpria sua missão.

As colegas apreciam ouvir Regina… Elas já nem percebem as pessoas que param a fim de admirar-lhes a jovialidade que irradiam…

– Há pessoas que são como estas florzinhas. Enfeitam o pasto, lhe dão graça e perfume; mas só quando vem o inverno que tudo envolve no branco gélido é que se percebe o quanto elas fazem falta ao conjunto da paisagem.

– Você me faz lembrar algo!

– Que foi?

– As senhoras que cuidam dos pobres que a peste deixou na miséria!

Em casa, Regina ajuda no preparo do jantar…

Mudança de vida

Algo está acontecendo com Regina. Observa um dos irmãos.

– Parece apaixonada… Não sei por quem!

– É! Ela procura mais a Igreja e o silêncio. Passa horas em oração.

– Você reparou? Quando acaba a festa, ela se recolhe ao quarto. Não vibra mais com ela.

Um novo tipo de felicidade brilha em Regina. Percebe-se a transformação e não se consegue descobrir as razões.

– Onde vai, Regina?

– À Igreja. Preciso falar com o Pároco.

Regina está amadurecendo. Deixa-se invadir pela Graça que, qual luz, lança nova compreensão em seu ser. Como Santa Catarina, ela escolhe o Senhor Jesus e se doa inteiramente a Ele. Inflamada deste amor, experimenta a dimensão profunda da vida de intimidade com Deus. Tudo o mais se toma relativo para Regina. Tudo não passa de sombra da realidade da vida que “Deus preparou para aqueles que o amam”. E a alegria parece transpirar-lhe de todos os poros. As conversas com suas duas amigas preferidas giram em torno disso. O luxo, os passatempos, antes tão desejados, se tornam insípidos para ela.

Oração pessoal

As Duas amigas entram no quarto de Regina. Apontam para o escrito que Regina tem nas mãos e perguntam:

– Que é isso?

Regina… sorri e olha para as amigas… Regina lê pausadamente:

– “Ó meu Senhor e Deus, fere meu coração pecador com a flecha ardente de Teu grande amor, para que nenhuma criatura me distraia, mas somente Tu, Deus, nosso Senhor; dá-me tal amor que me abrase inteiramente e em Ti me dissolva. Ó meu querido Jesus, estejas Tu somente no meu coração e eu no Teu coração, para que eu possa agradar somente a Ti, eternamente. Ah! Tu, meu doce Jesus, meu Senhor e meu Deus, quando Te amarei perfeitamente?

Quando, meu dulcíssimo Esposo, Te receberei interiormente com os braços de minha alma indigna e repousarei aí eternamente? Ó Senhor Jesus, doçura de minha alma, Esposo do meu coração, oxalá pudesse eu desprezar a mim e a todo mundo por amor a Ti!

Ah! que minha alma se desfizesse e se derretesse de amor a Ti como a cera, pelo sol, e eu fosse inteiramente consumida em Ti, ó meu Senhor”.

E o silêncio envolve as três por longo tempo. Regina, sob o impulso do Espírito Santo, toma firme decisão.

Incompreensão pelos parentes e amigos

 Ninguém consegue compreender a mudança de comportamento operada em Regina.

– Pai, Regina está doente?

– Onde está ela?

– Ora, deve estar na Igreja.

– Não, recolheu-se ao quarto. Eu vi. Está em oração e nem percebeu que entrei lá.

Batem à porta da casa. Peter atende. Faz sinal com a mão para as jovens entrarem no quarto de Regina. – “Regina, suas amigas estão aí”. Na conversa, Regina lhes transmite as maravilhas que Deus está realizando nela.

– Sinto-me fortemente atraída pelo Senhor. Passaria o tempo todo pensando nele. E intuo tanto ensinamento quando assim me entretenho com Ele. Em Braunsberg não há convento.

Que está pensando?

Aqui em casa não dá para viver assim. Sou um escândalo para todos.

– Regina, eu também sinto o mesmo.

19 anos

Ante o protesto dos parentes, dos amigos e dos conhecidos, Regina e duas de suas amigas vão viver na casa de uma piedosa viúva.

Elas se ocupam com pequenos trabalhos e passam a maior parte do tempo em oração, meditação e estudo da Sagrada Escritura.

– Não dá para vivermos aqui.

– Por quê? lhe pergunta a viúva.

– As visitas são muitas e as reclamações e protestos dos parentes não têm fim.

– Que pretende fazer?

 Regina decidira viver totalmente para o Senhor Deus. E, sem delongas, ela e suas companheiras mudam-se para a Kirchgasse, (Rua da Igreja) . Regina tem apenas 19 anos.

O berço

A casa está mais ou menos em ruínas e a desmoronar. As três, de mãos vazias, iniciam nova vida.

– Isto aqui se parece com o estábulo de Belém, berço de Jesus. Observa uma delas.

– Regina, já dei uma olhada em tudo: o porão, a despensa, as arcas e os baús, estão vazios; e as paredes, nuas! Exclama a outra.

– Achei um barril!

– Ótimo! Ele nos servirá de mesa.

Regina pendura o crucifixo na parede. E as três se olham e sorriem. Despojada de tudo, desprezada pelos parentes, malvista pelo povo, Regina lança os alicerces de sua obra, para a glória de Deus, seu Esposo. O frio, a fome e a penúria são seus companheiros. Porém, inexplicável alegria reina entre elas e tudo sofrem com fortaleza de coração.

Agora podem saborear, com novo gosto, a leitura das bem-aventuranças: “Felizes os pobres… porque deles é o reino dos céus. Felizes os mansos… possuirão a terra. Felizes os que choram… serão consolados. Felizes são vocês quando os insultam e perseguem e mentindo, dizem todo tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores. Fiquem alegres e contentes, porque está guardada para vocês uma grande recompensa no céu. Pois foi assim que perseguiram os profetas que viveram antes de vocês”.

Regina mortifica-se com vigílias, orações, jejuns e disciplinas; mantém-se moderada, e sóbria no comer, no beber e no vestir. Transmite às companheiras as lições que aprende na intimidade com o Senhor, seu Esposo, e na Sagrada Escritura. Jamais está ociosa; maneja a roça com maestria. Com o trabalho de suas mãos, elas se provêm de alguma coisa do estritamente necessário.

Admiração

Passaram-se alguns anos.

– Peter, sua filha Regina, não é tão louca como diziam. Você reparou o que falam dela e de suas companheiras?

– Eu, que tanto me opus! Bem que podia tê-la ajudado! Quem poderia adivinhar?

– Encontrei gente da cidade vizinha que trouxe a filha. Ela também quer viver como Regina.

– Sabe quantas são?

– Não sei. Mas é bonito vê-las indo juntas à missa na Igreja Matriz! Regina permanece ajoelhada durante as cinco missas do domingo, desde a primeira até a última. E não é ostentação. Parece que Deus lhe fala diretamente. Nunca vi coisa igual.

Assim falam Patrício e Peter. Peter levanta-se para disfarçar as lágrimas… No quintal, lava o rosto na bica. Nisto chegam os irmãos de Regina para passar o domingo em casa. As sobrinhas enchem de festa o ambiente. E a conversa continua em volta de Regina…

Partilha

– Chegam a dizer que elas vivem tal qual viviam os primeiros cristãos.

– E é a nossa irmã! Quem o diria?

– É inacreditável! Elas colocam tudo em comum.

– Não sei se é verdade, porque não entrei lá. Minha vizinha, que é muito amiga de Regina, contou-me que elas têm dormitório e alimento em comum. O trabalho é distribuído entre elas e o fazem com alegria. Não dá para ver quem é rica, nem quem é pobre. Tudo, entre elas, é colocado em comum. Nem procuram saber quem produz mais, nem quem produz menos. Cada uma faz seu trabalho com amor.

Caridade

– Não posso entender, Peter!

– O que?

– Elas vivem tão pobres e ajudam a tanta gente. Não cobram pelos serviços que prestam.

– Também, elas estão sempre ajudando às famílias mais pobres. Não dá para cobrar…

– Eu vi com meus olhos. Você lembra daquela família perto do Porto do Passarge?

– Sim.

– A mulher deu à luz uma criança. Regina ficou sabendo. Foi imediatamente lá com uma companheira e as duas fizeram os trabalhos da casa. Quando o marido chegou, encontrou a mãe e a criança dormindo e uma sopa quente que Regina acabara de fazer com os mantimentos que ela trouxe, pois este pobre homem não tinha deixado nada em casa.

Vida de Oração

– Fico maravilhada e envergonhada quando lembro da Madre.

– Por que?

– Ela tem uma vida de oração, de penitência e de jejum que não dá para imitar.

Nisto batem à porta. Uma das Irmãs atende.

– É uma senhora desconhecida. Exige sua presença, Madre.

Assim que Madre Regina chega à sala, a senhora vai logo dizendo com amabilidade!

– Vejo que está precisando de dinheiro.

E coloca sobre a mesa algumas dezenas de marcos de ouro.

– Por favor, agora peço que assine este recibo. É um comprovante de que a senhora me restituirá esta soma, daqui a sete anos.

A Madre fica maravilhada e quase confusa. Diz-lhe:

– Peço-lhe esperar um pouco até que chame uma de minhas Irmãs.

Regina vai ter com uma Irmã para preparar alguma coisa para dar à senhora. Quando retorna à sala:

– Que é isso? Onde está a senhora?

Procuram-na por toda parte. Ninguém sabe dar notícias da mulher. O dinheiro está sobre a mesa.

Humilde

Apesar de rica em virtudes e graças, ela é humilde e conhece suas limitações. Muitas vezes repete a prece que escreveu:

“Ó doce Senhor Jesus, conserva-me em tua graça, para que eu jamais Te abandone ou Te ofenda com pecados e vícios. Não deixes a mim, pobre serva, morrer e perecer; dá-me, ó Deus, a mim, pobre criaturinha, a mim, “pobre cachorrinho, as migalhas que caem de Tua mesa”. Não sou digna de tuas grandes graças; dá-me, ó Deus, que eu Te ame, honre e bendiga eternamente”.

Quando ouvia falar de guerra, ou perigos para a cidade de Braunsberg, assumia o caso juntamente com as Irmãs, fazia um jejum, uma oração de dois dias ou das 40 horas e silêncio; e os fazia com tanto empenho, como se a ela e a suas Irmãs coubesse a responsabilidade”.

Outros Conventos

Ano de 1586. A cidade de Wormditt está em festa. O povo recebe Madre Regina e as sete outras Irmãs. O bispo Martinho Cromer providenciou a residência das Irmãs. Ali, elas serão a presença visível da bondade de Deus entre os homens. As Irmãs, por sua vez, esperam que tudo seja para a maior glória de Deus e para o bem de todos. Wormditt dista 40 km de Braunsberg.

No ano seguinte, 1587, os moradores de Heilsberg assistem à chegada das Irmãs de Santa Catarina que são recebidas no Palácio Episcopal do Bispo Martinho Cromer. Algumas semanas depois, elas podem transferir-se para a residência definitiva que o Bispo adquiriu para elas, onde iniciam a escola para as meninas. Em 1593, Regina funda o quarto Convento das Irmãs de Santa Catarina, na cidade de Rõssel. Os novos Conventos de Wormditt, Heilsberg e Rõssel contam com sete Irmãs cada um. O Convento de Braunsberg  está com 14 Irmãs.   Regina consulta suas Irmãs para as iniciativas. As fundações e as obras são assumidas por todas. Cada Convento tem uma superiora escolhida pelas Irmãs da Comunidade. E os quatro Conventos prestam obediência à Madre Regina.

Madre Geral

Madre Regina medita muitas vezes sobre a responsabilidade de Fundadora e de Superiora Geral. Busca em Deus segurança, força e luzes para bem orientar as Irmãs. Regina é conhecida como “a Mãe dos pobres”. Sabe que sozinha, pouco consegue fazer. Empenha-se em formar aquelas jovens corajosas que deixaram tudo para se colocar sob sua orientação, a serviço dos pobres, dos doentes, por amor a Deus, na consagração total a Ele. Sabe que as Irmãs são continuadoras da tarefa que Deus lhe confia.

Não mede sacrifícios: “Nem granizo, nem neve, nem chuva, nem tempestade, nem vento ou frio, a atemorizam”, ou a impedem de visitar suas Irmãs dos quatro Conventos. Conversa com cada Irmã; encoraja e exorta a todas.

Mãe dedicada

As Irmãs colheram os frutos do pomar. Regina acaba de ver as conservas de legumes e verduras. Tudo está sendo colocado na adega.

– Irmã Scholástica, você pode me acompanhar nesta viagem?

– Madre Regina, o tempo está ruim; teremos que pernoitar em casa de camponeses, passar por lugares alagados e já se faz sentir o inverno que se aproxima. Parece-me que sua saúde não é mais a mesma!

– Preciso falar pessoalmente às Irmãs. Talvez é minha despedida. Seja como Deus quer!

As duas põem-se a caminho… vão pelas estradas… do campo. Depois de muitos dias, chegam a seu destino, cansadíssimas. A alegria é grande nas Comunidades. Madre Regina, como é bom revê-la! Depois dos cumprimentos, de se lavarem e comerem algo, as Irmãs se reúnem para ouvir a palavra da Madre, que é cheia de sabedoria.

61 anos de idade

Irmã Scholástica está preocupada. Percebe que as forças da Madre estão diminuindo. Passaram pelas Comunidades de Wormditt, Heilsberg e Rõssel. As Irmãs de Braunsberg recebem as duas, com entusiasmo. Mas este, logo se apaga. A Madre está visivelmente doente. Fazem-na deitar-se. Lá fora não se ouve mais o canto dos pássaros. Emigraram para outras regiões. Não se vê um ramo verde, sequer. O inverno cobriu tudo de neve. Madre não se levanta mais.

– Como está a Madre Regina? Pergunta o Padre que vem trazer-lhe os Sacramentos.

– Ela sempre responde: Como Deus quer. Já se vão oito semanas que está assim sofrendo as dores com paciência. Responde a Irmã Scholástica. E continua:

– Jamais se ouve dela uma pequena reclamação. Parece que se consome no desejo de se encontrar face a face com o Senhor, seu Deus.

O Padre entra no quarto, dá-lhe a Unção dos Enfermos e o Viático.

Madre Regina, mansa e tranquilamente, entrega seu espírito, aos 61 anos de idade.

E o calendário marca, Segunda-Feira – 18 de janeiro – 1613. O Papa João Paulo II beatificou-a, em Varsóvia, aos 13 de junho de 1999.

Saudades

Regina deixou entre seus escritos, o seguinte testamento: “A vocês, queridas Irmãs, deixo minha modesta mensagem: Andem sempre na presença do Pai, do Cristo e de todos os homens, com simplicidade e dignidade, com profunda humildade, com paciência, obediência responsável e sincero amor fraternal. Procurem dominar não só as paixões perigosas, mas também as solicitações ilusórias que prejudicam a vivência cristã, quais sejam: conversas inúteis, suspeitas contra os irmãos, indiferença e atitudes levianas. Façam todo esforço para viver em paz e amor fraterno, não só na sua Comunidade, mas com todos os homens. Assim, a bênção do Pai estará em todos os empreendimentos de sua vida”.

A espiritualidade e o carisma de Madre Regina continuam através das Irmãs de Santa Catarina que hoje estão espalhadas em vários países. Assistem aos necessitados, aos doentes, nos Hospitais, a domicílios; trabalham em asilos, creches, orfanatos; em obras de assistência social, em escolas, em colégios, em comunidades eclesiais de base, em paróquias, nas missões e outros. (Livro: Novidade no Ermland de Ir. Mª Berenice Ziviani)

Reflexão

Com as palavras de seu grande conterrâneo, Beato João Paulo II, concluímos a história de nossa santa: “A espiritualidade de uma comunidade religiosa deve inspirar-se sempre no carisma da fundação, deixar-se interpelar e confrontar-se com ele. A Beata Regina viveu o espírito da autêntica reforma religiosa no seguimento de Cristo. Ocupou-se dos pobres, doentes e crianças para lhes dar testemunho da bondade divina. Considerava como seu dever sagrado confortar os aflitos e cuidar dos doentes (cf. Mt 25, 35 ss.) e dar às crianças uma boa educação.

A Beata Regina Protmann, Fundadora da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, proveniente de Braniewo, dedicou-se com todo o seu coração à obra de renovação da Igreja entre os séculos XVI e XVII. A sua atividade, que brotava do amor a Cristo acima de tudo, desenvolveu-se depois do Concílio de Trento. Ela inseriu-se ativamente na reforma pós-conciliar da Igreja, realizando com grande generosidade uma humilde obra de misericórdia. Fundou uma Congregação que unia a contemplação dos mistérios de Deus ao cuidado dos enfermos nas suas casas e com a educação das crianças e da juventude feminina. Dedicou uma atenção particular à pastoral das mulheres. Com abnegação, a Beata Regina abraçava com o olhar clarividente as necessidades do povo e da Igreja. As palavras: “Como Deus quiser” tornaram-se o mote da sua vida. O amor ardente levava-a a cumprir a vontade do Pai celeste, a exemplo do Filho de Deus. Ela não temia aceitar a cruz do serviço quotidiano, dando testemunho de Cristo ressuscitado…

Estreitamente ligada a este serviço de amor, a principal preocupação da Beata Regina Protmann era a relação viva com o seu Senhor e Esposo, Jesus. “Rezava na verdade e incessantemente”, diz o seu primeiro biógrafo. A oração prepara o terreno para a ação. “Ao abrir o coração ao amor de Deus, abre-o também ao amor dos irmãos, tornando-nos capazes de construir a história segundo o desígnio de Deus”. Beata Regina Protmann, rogai por nós. Amém!

Fonte:

http://www.madreregina.com.br

http://alexandrinabalasar.free.fr/regina_protmann.htm

http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/2002/december/documents/hf_jp-ii_spe_20021212_congr-st-catherine_po.html

http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/travels/documents/hf_jp-ii_hom_19990613_beatification_po.html

Grifos Nossos

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