São Pio de Pietrelcina

“Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gál 6, 14).

Tal como o apóstolo Paulo, o Padre Pio de Pietrelcina colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do seu Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia ter dito: “Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gál 2, 19). E os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais.

Nascimento

O ambiente aqui é Pietrelcina…Contava com 5.000 habitantes e distava onze quilômetros de Benevenuto…Seu nome deriva de pietra piccina, pedra pequena, em contraste com a aldeia vizinha.

Foi neste conjunto de Storto Valle que veio ao mundo o futuro padre Pio. Antes dele o casal tivera três filhos, mas só o primeiro sobreviveu. Viriam a seguir três meninas: Felícita, Peregrina e Graziela… No dia 25 de maio de 1887, Josefa, como de costume, levantou cedo e saiu para a lavoura… De repente, porém, apertou os olhos, tomada por uma dor aguda. Era o sinal de que o parto se aproximava… Josefa tivera a assistência da parteira Graça Formichell.

Coincidentemente, aquele ano de 1887 seria marcado por uma série de importantes acontecimentos ligados à área religiosa… no mesmo ano, o papa Leão XIII, com ousadia sem par, publicava a encíclica Rerum Novarum, e a futura Santa Teresinha do Menino Jesus, com 15 anos, dava entrada no Carmelo de Lisieux. No mesmo mês de maio era solenemente coroada a Virgem do Rosário de Pompéia, e fazia sua primeira comunhão a famosa estigmatizada futura Santa Gemma Galgani.

Infância

Os testemunhos de alguns amigos de infância nos asseguram que… ele nunca dizia palavrões nem queria ouvi-los… Enquanto estava com os amigos, brincava. Mas apenas se via só, entregava-se à oração. “Eu passava – conta um camponês – e via aquele rapazinho de terço na mão, rezando. Chamei o pai dele e lhe falei: ‘Grazio, você tem um santinho cuidando das ovelhas’. Ele riu e nada respondeu.

Outra coisa que o distinguia era seu senso de pudor. Nos meses quentes de verão, a família passava semanas inteiras em Piana Romana. Ali o pai, nos fins de tarde, acompanhava a meninada ao rio. Mas, enquanto eles se despiam e se jogavam na água, entre gritos de alegria, Francisco, na margem, tirava os sapatos, arregaçava as calças, lavava os pés e depois dizia: “Eu também tomei banho”.

Outro ex-colega, Vicente Salomone, conta: “Quantas vezes, vendo-o sentado diante da sua mesinha, debruçado sobre livros, eu o convidava: ‘Franci, vamos jogar botões?’ Ele erguia a cabeça, sorria e fazia sinal, como quem diz: ‘Mais tarde, mais tarde…’ Logo depois eu voltava a chamá-lo e ele me repetia a mesma coisa. Isto eu fazia até o anoitecer, enquanto ele continuava ali encerrado no estudo.

Entrada no noviciado

No dia 22 de janeiro de 1903, na presença de toda a comunidade, teve lugar o solene despojamento das vestes civis, que representavam a vida passada, e a tomada do hábito religioso, símbolo da nova vida. Francisco Forgiore passou a chamar-se frei Pio de Pietrelcina.

O noviço devia dormir vestido…Devia ficar imóvel…os braços cruzados sobre o peito e, entre eles, o grande crucifixo de madeira. À meia-noite, o nosso era interrompido pelo som de uma campainha. Todos deviam pular da cama e dirigir-se à capela para a recitação das Matinas e Laudes, as duas primeiras partes do Ofício Divino. As orações na capela duravam mais de uma hora, e ao voltarem para a cama, quantas vezes o sono tardava a chegar. Ou nem mais voltava…O frio úmido dos corredores e da igreja penetrava os ossos e produzia calafrios em todo corpo.

Atrás da oração vinham as lágrimas. Este dom das lágrimas que a Igreja pede com especiais orações, nunca faltou ao Padre Pio. “Rezando… ele chorava sempre, em silêncio e com tanta abundância que deixava as marcas nas lajes.

Tem lugar a primeira Missa solene. O pregador é o padre Agostinho, seu professor de teologia e confessor. Ele se detém em três pontos: o púlpito, o altar e o confessionário… “Você não goza de muita saúde para ser pregador. Desejo-lhe, pois que se torne um grande confessor.

Fogo no coração

Entre tantos santos nos quais o fenômeno foi detectado, podemos mencionar: São João da Cruz, Santa Teresa de Ávila e Santa Margarida Alacoque, justamente definida como a ‘santa do fogo’.

Também padre Pio ardia com esse fogo, fruto das doces tonturas do amor. Em 6 de maio de 1913 escrevia ao confessor: “Sinto-me todo ardendo. Mil chamas me consomem. Tenho a impressão de estar morrendo continuamente…. E noutras duas ocasiões: “As pulsações do coração ao me encontrar com Jesus sacramentado são muito fortes. Parece que o coração salta do peito, sinto por todo o corpo um calor que não consigo descrever. O rosto principalmente parece ficar em fogo. Na festa de São José, ‘a cabeça e o coração me queimavam, mas era um fogo que me fazia bem’(21.03.1912).

Desafios no sacerdócio

Seu apostolado sacerdotal se reduzia a ajudar o pároco na administração dos sacramentos, exercer. Motivos: não tinha frequentado os cursos regulares de teologia… Mas uma das razões óbvias era sua saúde, confessar era cansativo, e isto poderia esgotá-lo ainda mais.

Padre Pio – sabemos – foi ordenado em agosto de 1910. Faltava-lhe, porém, a jurisdição para confessar, que geralmente se concede um par de meses depois. Com ele, porém, foi diferente. O tempo ia passando, e a jurisdição não vinha. “Desta maneira, – o mais famoso confessor de nossa época teve de esperar três anos para obter a faculdade de confessar.

De fato, não se preocupa com outra coisa que ‘tirar os pecados do mundo’, através da confissão… Quantas vezes atende quase sem interrupção, durante quinze horas…

A missa dele era um mistério incompreensível. Vezes havia em que durava mais que quatro horas. Vezes havia que ficava mais de quatro horas… Ficava tão absorto que era capaz de passar mais de uma hora sem prosseguir. Parecia petrificado. Seu rosto se transfigurava, irradiava felicidade. Depois, novamente sofrimentos e dores físicas.

Seus gestos eram lentos e um pouco bruscos. E ligeiramente velado o timbre de sua voz. Apenas sobia ao altar e seu rosto se transfigurava.

Estigmas

Na manhã de 20 de setembro de 1918, aos 31 anos, padre Pio foi marcado, mediante impressão física, pelo dom dos estigmas. Era uma manhã de sexta-feira, dia em que Jesus foi crucificado; tudo aconteceu das nove às dez horas. Como se lê nas cartas publicadas, o fenômeno dos estigmas foi precedido pelo da transverberação, isto é, pelos estigmas invisíveis nas mãos e no peito. Na noite de 5 de agosto de 1918 – portanto, pouco mais de um mês antes da verdadeira estigmatização física do corpo -, padre Pio foi ferido por um misterioso personagem enquanto confessava garotos na igreja. Atingido por uma longa lâmina de ponta de fogo, sentiu a dor que os místicos, como São João da Cruz(1542-1591), definem como o ‘assalto do Serafim’ e teve que se retirar com dificuldade, devido a fortes dores que duraram até amanhã de 7 de agosto. Ficou na cama, escondendo de todos a verdadeira causa de seu sofrimento. Somente mais tarde declarou que foi ferido fisicamente no peito.

“A ferida do meu peito lança assiduamente sangue, mais ou menos de quinta-feira à noite até o sábado. Meu pai, eu morro de dor pelo tormento e pela confusão subsequente que eu provo no íntimo da alma.”

“No altar, às vezes, sinto tal calor em todo corpo, que não posso descrever. Meu rosto parece que vai pegar fogo. Ignoro que sinais são esses, meu pai. O coração de Jesus e o meu, permita-me a expressão, se fundiram.”

“Faltam-me as palavras corretas para fazê-lo compreender a intensidade dessa chama; de fato, não consigo exprimir-me. Acredita? A alma, vítima dessas consolações, torna-se muda. Parecia-me que uma força invisível me imergia inteiro no fogo… Meu Deus, que fogo! Que doçura! Já senti muitas vezes esses êxtases de amor e por muitas vezes fiquei como se estivesse fora deste mundo. Outras vezes esse fogo foi, no entanto, menos intenso; dessa vez, ao contrário, um instante, um segundo a mais, a minha alma teria se separado do corpo…teria ido com Jesus.”

Jesus fala a padre Pio

“Jesus, no entanto, me fez escutar ainda mais a sua voz em meu coração:” “Meu filho, o amor se conhece na dor; você o sentirá agudo no seu espírito e mais agudo ainda no seu corpo.” “Jesus me disse que, no amor, é ele que me agrada; nas dores, sou eu que lhe agrado.” “Jesus repete para mim:” “Desejo que a tua alma, com cotidiano e oculto martírio, seja purificada e provada; não te assustes se eu permito que o demônio te atormente, que o mundo te repugne.”

 “O Senhor apareceu para mim e falou:” “Meu filho, não deixes de escrever o que ouves hoje de minha boca, para que tu não venhas a esquecer. Eu sou fiel; nenhuma criatura se perderá sem saber. A luz é muito diferente das trevas. A alma à qual eu costumo falar, eu a atraio sempre a mim; ao contrário, as artes do demônio tendem a distanciá-la de mim. Eu não inspiro nunca à alma temores que a distanciem de mim; o demônio nunca coloca na alma medos que a façam aproximar-se de mim. Se os temores que a alma sente em certos momentos da sua vida sobre sua eterna saúde são de minha autoria, isso é reconhecido pela paz e serenidade que deixam à alma.”

Aridez

“Outras vezes, ao contrário, acontece de encontrar-me em uma grande aridez de espírito; sinto o meu corpo tomado de uma grande opressão pelas muitas enfermidades; sinto estar impossibilitado de poder recolher-me e orar, por mais boa intenção que tivesse.”

Perfume de santidade

O fenômeno recebe, na teologia mística, o nome de osmogenia (fenômeno no qual em um determinado lugar surge um aroma sem causas aparentes). Encontramo-lo na vida de muitos santos, como de São Francisco de Assis, Santa Teresa de Ávila, São Domingos, São José de Copertino, Santa Catarina de Ricci e Santa Verônica Giuliani. E nenhum deles, porém, com manifestações tão variadas e tantos cambiantes como no padre Pio.

Um dos primeiros a senti-lo foi o Dr. Luigi Romanelli. No dia da sua chegada, ficou surpreso e até escandalizado quando, ao entrar na cela do padre Pio, notou um ambiente fortemente aromatizado.

Os mais belos testes nos são fornecidos pelo Dr. Jorge Festa, de Roma, que nasceu sem o sentido do olfato. Em minha primeira visita ao padre Pio – conta ele – removi da chaga do peito uma gaze empapada de sangue e a levei comigo numa caixinha, com a intenção de analisá-la depois ao microscópio… Um funcionário público e uma outra pessoa, com os quais viajava de volta no taxi, apesar da intensa ventilação no carro, que andava em boa velocidade, e sem saberem da existência da gaze na minha caixinha, sentiram o perfume, e me garantiram que era idêntico ao que saía do padre Pio… Mas eles procuravam em vão o nome do estranho perfume, e nem sequer estavam de acordo quanto às suas semelhanças. Âmbar? Violeta? Heliotrópio? Nardo? Incenso? Jasmim? Lavanda?… Isto durou quinze minutos. De repente, a estranha exalação se desvaneceu e começou-se a falar em outras coisas.

Eterna Criança

Um dos muitos que, tiveram a sorte de conviver com ele… foi o padre Pellegrino: “para mim ele era uma eterna criança, exultando de alegria com as pequeninas surpresas que lhe proporcionavam os que o visitavam…
Sensibilíssimo à menor gentileza, prometia retribuí-la com orações. Perspicaz ao extremo, de uma sensibilidade sutil, intuía a distância os desejos das pessoas que o procuravam e respondia aos que o amavam com a maior presteza.”

Padre Pio e Karol Wojtyla

O instrumento providencial de Deus para a mais deslumbrante vitória do padre Pio, porém, só entrará em cena, em 1948. É um padre polonês chamado Karol Wojtyla. Apenas oito meses após sua ordenação, o bispo o envia a Roma, a fim de preparar sua tese de doutorado em teologia mística. Ali houve falar num frade estigmatizado que vive no sul da Itália e que em anos passados, fora ferozmente contestado pelas autoridades eclesiásticas. Como hóspede do convento dos capuchinhos durante quase uma semana, tem todo o tempo do mundo para observá-lo de perto, inclusive se confessar com ele. Sai com a convicção de não se tratar de um falsário…e sim de um homem providencial, escolhido por Deus. Como contará depois, foi nesta ocasião que o padre Pio lhe profetizou uma coisa inaudita: “Serás Papa, mas vejo violência em torno de ti e sangue em tua batina branca.” Sobre isto eis o que escreveu o jornalista Agostinho Cesca, na revista Voce di Padre Pio: “Era o dia 13 de maio de 1981, sexagésimo quarto aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima. Eu estava saindo da Missa, em Pádua, quando notei um rebuliço entre os clientes de um restaurante próximo à igreja. Escutavam todos o rádio, e a televisão anunciava: o Papa mortalmente ferido…Logo meu pensamento voou para o padre Pio. Era a realização do que tinha predito em 1947 ao padre Wojtyla.

Quando Wojtyla foi eleito Papa,em 1978, o processo de beatificação ainda não fora aberto oficialmente. Só o seria cinco anos depois. Para manter vivo o assunto junto à opinião pública,costumava repetir a todos: “Eu rezo diariamente ao Padre Pio…Rezem para que ele suba logo aos altares”. E com os responsáveis pelo andamento do processo, insistia: Fatelo andare, façam-no caminhar.

O hospital e os grupos de oração

Outro particular que chama atenção na vida do Padre Pio é sua atividade exterior, que sabia exercer sem sacrificar a interior. Nele, oração e trabalho se casavam sem problemas. Não obstante passar seus dias no confessionário, como vimos, conseguiu levar avante a construção de um gigantesco hospital – a famosa Casa Sollievo della Sofferenza. Com sua capacidade atual para quase dois mil leitos e equipamentos dos mais sofisticados que se conhecem, ele figura hoje entre os mais categorizados, não apenas na Europa senão também no mundo. Um verdadeiro “oásis de modernidade”.

O hospital fora-lhe pedido por Jesus. Inicialmente devia atender às populações pobres das montanhas, que não tinham a quem recorrer em casos de doenças. Com a certeza de que Deus proveria os recursos, lançou-se à obra sem um projeto bem definido, sem um engenheiro supervisor, sem dinheiro em caixa e sem um plano de arrecadação. Apenas com algumas contribuições vindas de seus amigos.

O ceticismo encontrado – nem podia ser de outra maneira – foi enorme. De que forma – todos se perguntavam – pretendia ele construir uma obra daquela envergadura, sem meios, numa encosta rochosa que dava medo só de olhar, a quarenta quilômetros do centro urbano mais próximo (Foggia), tendo como única via de acesso uma estradinha estrangulada entre rochas? E a água? San Giovanni Rotondo não tinha água encanada… De onde bombeá-la até aquela altura de 600 metros, para as obras da construção e, mais tarde, para o consumo diário do hospital? E havia mais: a quem podia interessar um hospital assim tão fora de alcance? E quantos médicos teriam coragem de deixar os confortos de suas cidades para trabalhar naquele fim de mundo?

À revelia deste ceticismo geral, o Padre Pio foi tocando adiante sua obra. E as contribuições, chegando espontaneamente do mundo inteiro, graças aos romeiros que apareciam em número cada vez maior. E graças principalmente a algumas contribuições muito vultosas. Iniciado em 1946, seria inaugurado dez anos depois, com a presença de centenas de bispos, do presidente do senado italiano, de numerosas personalidades do mundo da medicina, de uns trezentos jornalistas internacionais e de uns 15.000 fiéis.

De todas as benemerências desta verdadeira “cidade hospitalar”, a maior é o seu atendimento – mais de 80.000 internações por ano – inteiramente gratuito. Inclusive o transporte dos doentes impossibilitados de se deslocar até lá. Um completo serviço de ambulâncias os busca em suas casas e os reconduz de volta depois de tratados. Em situações de mais difícil acesso, um helicóptero se encarrega de apanhá-los onde se encontram e os desembarca no heliporto construído sobre o hospital.

O idealismo do Padre Pio não parou aqui. Desde o início deu-se conta de que esta gigantesca obra arquitetônica, esta montanha de concreto frio, precisava de uma alma que lhe transmitisse vida, calor. Uma alma que fizesse todos os sofredores – não só os do seu hospital, mas do mundo inteiro – sentirem-se irmãos, ao saberem-se amparados pelas orações de milhares de outros.

E foi por esta razão que nasceram os “Grupos de Oração”. Colocar a oração no centro de tudo sempre fora sua preocupação, que se reacendeu quando tomou conhecimento dos apelos do recém-eleito papa Pio XII. Frente ao surto de irreligião e paganismo que invadia o mundo, com o fim da segunda guerra mundial, o Papa não encontrava remédio mais eficaz que a oração. “Rezem – pedia encarecidamente –, rezem sempre mais e com maior fervor… elevem as mãos e o coração a Deus… sem oração ninguém consegue observar por muito tempo os Mandamentos e evitar o pecado grave… a oração é a chave dos tesouros de Deus, a arma de combate e de vitória em qualquer luta pelo bem e contra o mal… deve tornar-se o alimento cotidiano da alma”.

Foi dentro do espírito desses apelos do Papa que nasceram os “Grupos de Oração” do Padre Pio. Em pouco tempo eles se multiplicaram na Itália, na Europa e no mundo. Basta dizer que em 1991 já eram mais de 5.000, espalhados por 40 nações, com mais de 300.000 participantes.

Morte de Padre Pio

O Padre Pio morreu na madrugada de 23 de setembro de 1968, quando milhares de seus filhos espirituais se encontravam em San Giovanni Rotondo para celebrar o IV Congresso Internacional dos Grupos de Oração. Pouco antes de partir, tinha perguntado inocentemente ao superior da casa se o “autorizava a morrer”. E justificava o pedido, dizendo que “do céu podia fazer ainda mais”. “Ao chegar lá, – garantia –, prometo ficar parado na porta, e só entrar depois que, todos os filhos aos quais prestei assistência na terra, estiverem dentro”.

Seu funeral, ocorrido quatro dias depois, contou com a presença de mais de 100.000 pessoas, dentre as quais, uns 3.000 eram Padres. O cortejo transportando seu corpo percorreu as principais ruas da cidade, durante quase quatro horas. Depois da Missa fúnebre o corpo do Padre Pio foi transferido à cripta da nova igreja de Santa Maria das Graças. Desde aí, ele continua seu papel de intercessor diante de Deus, alcançando muitas graças e curas milagrosas para os peregrinos de todo mundo e de todas as classes sociais.

Os processos de beatificação e canonização foram “desencalhados” pelo papa João Paulo II que, como jovem sacerdote, tivera a graça de confessar-se com ele.

O Padre Pio foi proclamado Beato em 2 de maio de 1999, e Santo, em 16 de junho de 2002. As cerimônias da canonização reuniram mais de trezentos mil devotos só em Roma. Um caso único na história da Igreja!

Reflexão

São Padre Pio desejava que todos fossem santos. Esta era sempre a sua primeira solicitude, o seu anseio sacerdotal e paterno: que as pessoas voltassem para Deus, que pudessem experimentar a sua misericórdia e, interiormente renovadas, redescobrissem a beleza e a alegria de ser cristãos, de viver em comunhão com Jesus, de pertencer à sua Igreja e de praticar o Evangelho. Padre Pio atraía para o caminho da santidade com o seu testemunho pessoal, indicando com o exemplo a “senda” que para ela conduz: a oração e a caridade.

Antes de tudo, a oração. Como todos os grandes homens de Deus, São Padre Pio tornou-se ele mesmo oração, alma e corpo. Os seus dias eram um rosário vivo, ou seja, uma contínua meditação e assimilação dos mistérios de Cristo em união espiritual com a Virgem Maria. Assim se explica a singular coexistência, nele, de dons sobrenaturais e de consistência humana. E tudo tinha o seu ápice na celebração da Santa Missa: ali ele unia-se plenamente ao Senhor morto e ressuscitado. Da oração, como de uma fonte sempre viva, jorrava a caridade.

O amor que ele trazia no coração e transmitia aos outros era repleto de ternura, sempre atento às situações concretas das pessoas e das famílias. De modo especial pelos doentes e pelos sofredores, nutria a predileção do Coração de Cristo. São Pio de Pietrelcina, rogai por nós. Amém

Fonte:

http://biografiadossantos.wordpress.com/2010/04/03/padre-pio/

http://www.reflexoesfranciscanas.com.br/2010/09/especial-sao-pio-de-pietrelcina.html

Grifos Nossos

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