São Gilberto de Sempringham

 

 

No dia 14 de setembro de 1147, na presença de cerca de 300 abades Cistercienses, com muitos outros abades e priores de outras ordens religiosas visitando e, alguns dos prelados e de homens mais influentes da Igreja na época estavam reunidos em Cister para o Capítulo Geral da Ordem Cisterciense. Proeminentes entre eles estavam o Papa Beato Eugênio III, o grande São Bernardo e São Malaquias, arcebispo de Armagh, na Irlanda.
E foi junto a este augusto corpo que um padre secular de meia idade, levemente deformado fisicamente, de uma obscura vila do condado inglês de Lincoln, chamada Sempringham, levantou-se para fazer o seu pedido. Seu nome era Gilberto e ele se expôs pedindo ajuda para sua comunidade religiosa.
Quase sem perceber como tinha acontecido, ele agora se encontrou a si mesmo como o Mestre de uma forma incomum de comunidade religiosa. Ele havia fundado dois mosteiros, ambos com um grupo de irmãs contemplativas em seus corações, apoiadas por irmãs leigas e irmãos leigos para prover suas necessidades. Ele tinha sido o seu fundador e, agora era também seu capelão, mestre e patrono.
Tudo isso aconteceu quando ele pediu para que seus religiosos fossem admitidos à Ordem Cisterciense. O que ele havia começado como uma simples acolhida de sete jovens em sua vila para viverem juntas como uma comunidade religiosa estava crescendo agora fora do seu domínio. O acompanhamento espiritual e prático que elas precisavam era muito mais do que um pobre padre paroquial poderia suprir. Ele pediu aos cistercienses para assumirem a responsabilidade de suas duas comunidades e absorvê-las dentro de sua própria grande ordem. E ele poderia então estar livre e retornar para uma relativa paz em seus trabalhos ordinários de uma paróquia em sua terra nativa, no condado de Lincoln.

A lua desceu dos céus

A história de Gilberto era toda a mais notável em vista de sua formação. Seu pai, Jocelin, era um cavaleiro normando que tinha acompanhado Guilherme, o Conquistador até a Inglaterra em 1066 e tinha sido recompensado com uma posição de importância local. Na época do nascimento de Gilberto, em 1083, seu pai administrava terras ao redor de Sempringham, West Torrington e Alvingham, para Alfredo de Lincoln. Jocelin tinha escolhido a filha de um saxão local para ser sua esposa e eles tiveram três filhos: Gilberto, Rogério e Inês.
Como criança, Gilberto foi um grande desapontamento para os seus pais. Ele era o “anão da família”, aparentemente pouco humorado, com uma deficiência física acentuada (foi mais tarde sugerido que ele tinha a coluna distorcida). Ele era, portanto, pobre material para uma carreira militar ou algum requerimento de intelecto brilhante.
Ele era constantemente ridicularizado por sua família e mestre, e, mesmo entre os empregados que o tratavam como pouco mais que um “idiota”. Ele dizia, anos mais tarde, que ninguém podia de boa vontade sentar-se próximo a ele na mesa e, sua infância foi de abandono, solidão e humilhação.
A educação inicial de Gilberto, possivelmente fornecida pelos monges da Abadia Beneditina em Crowland foi quase toda desastrosa. Ele ainda era jovem quando deixou sua casa para procurar a paz e algum tipo de realização do outro lado do mar, na França. Apenas sua mãe deve ter mantido algum tipo de esperança para o seu futuro. E, foi dito que pouco antes de seu nascimento, que ela teve um sonho “em que a lua veio do céu e repousou sobre o seu ventre”. Isto foi tomado como um sinal que apenas a lua crescente, incompleta e curvada desenvolve-se até formar-se um globo completo e brilhante, assim, Gilberto estava destinado a transformar-se em alguém especial, com um futuro brilhante. Entretanto, lá em sua casa parecia pouco provável para isto; assim, ele rumou ao sul para o canal e exílio temporário.
Gilberto parece não ter deixado nenhuma indicação de onde ele iria ou como ele passaria nos anos em que estaria distante da Inglaterra, mas quando retornou tinha sido certamente transformado. Ele retornou com um grau universitário, com o título de “Mestre” e, com licença para lecionar. Ele tinha adquirido um sadio conhecimento da vida monástica e, deve favoravelmente ter passado algum tempo em alguma das grandes abadias da Normandia ou em uma das casas monásticas em Paris. De qualquer modo, ele parece ter dominado suas dificuldades anteriores com a leitura e ter chegado a termos com sua deficiência física. Ele era agora um homem de letras, com uma autoconfiança reencontrada. Ele era um homem de compaixão, com uma prontidão para servir e uma habilidade para atrair a atenção daqueles que ele encontrava. Ele tinha um jeito para ensinar e, mostrava uma simpatia e compreensão que, quando criança tinha desejado muito ver em seus professores.
Ele era bem-vindo em casa, como o filho pródigo. Uma vez instalado, deixou claro que não tinha nenhuma ambição para seguir seu pai como um cavaleiro proprietário de terras, ou ser um padre, ou ensinar em uma das poucas escolas seletas dos seus dias que satisfaziam os gostos para os filhos das famílias mais ricas. Ele devotaria antes seu tempo à educação e bem estar das pessoas mais pobres das propriedades de seu pai.
O principal em sua lista de prioridades era ensinar o catecismo e a doutrina cristã fundamental, mas também ensinava a seus alunos a apreciar o valor da vida religiosa e a importância de um conhecimento das Escrituras e Latim. Ele deve ter desfrutado alguns sucessos com novidades de seu trabalho e realizações logo começaram a aparecer. Ele havia conquistado a confiança e o respeito das pessoas.

De mestre a pastor

Dentro das propriedades de seu pai estavam duas igrejas nas vilas de Sempringham e West Torrington e, quando vagas de um padre, ocorreu a seu pai Jocelin insistir que Gilberto fosse instituído como novo reitor. Ele aceitou as duas vilas, mas como ele mesmo não era padre, contratou um vigário para assisti-lo.
Gilberto tinha não apenas tomada responsabilidade para a educação dos jovens das terras de seu pai, mas agora era também responsável pelas necessidades pastorais e bem-estar deles. Estas eram obrigações que ele carregava com grande diligência e humildade e era dito que aqueles que ele havia ensinado ou tinha influenciado de algum modo ou de outro, estavam repletos de respeito e temor religioso. Eles podiam ser reconhecidos como o “rebanho de Gilberto” por seus ares reverenciais quando entravam na igreja.
Um incidente que ele mais tarde relatou deste período mostra que ele já havia decidido a viver a vida celibatária. Ele e seu vigário estavam permanecendo com um dos seus paroquianos que tinha uma linda filha. Uma noite, ele sonhou que havia posto suas mãos sobre os seios dela e era incapaz de tirá-las. Ele acordou com um estremecimento, sacudido pelo o que ele tinha experimentado. Descreveu então o que havia acontecido ao seu amigo e confessor. O vigário, em retorno, também confessou que havia experimentado uma tentação similar. Os dois preocupados tomaram isso como um aviso e decidiram deixar a família imediatamente. Desde então, eles viveram em um quarto sobre a varanda da igreja paroquial de Santo André, em Sempringham.
Eventualmente a reputação de Gilberto como um homem com qualidades especiais chegaram ao bispo de Lincoln, Roberto Bloet, que o persuadiu a mudar-se para Lincoln como um de sua equipe episcopal. Gilberto provavelmente foi como um tutor para os clérigos, mas logo lhe foi pedido para encarregar-se de reformas gerais dentro da diocese. Foi-lhe logo oferecido a arquidiaconia de Lincoln, mas isto ele recusou. E, em 1123, Roberto Bloet morreu e Alexandre, “o Magnífico” tornou-se o novo bispo de Lincoln. Foi Alexandre que persuadiu a Gilberto a tornar-se padre, e que foi mais tarde para mostrar sua amizade, no mais prático dos modos, com presentes em terras e propriedades.
Gilberto não perdeu o contato com a família e amigos em Sempringham, mas isto não foi por muito tempo. Em 1130 quando seu pai Jocelin já tinha falecido, o bispo Alexandre permitiu-o a voltar para casa. Gilberto era agora proprietário e pároco, e tal qual, era responsável pelo bem-estar temporal de seus paroquianos, bem como de seu bem-estar espiritual.

Os primeiros mosteiros

O retorno de Gilberto coincidiu com o começo de um inigualável período de renascimento monástico na Europa. Monges cistercienses e cônegos premonstratenses estavam construindo onde quer que fossem possíveis os recursos, e pequenos grupos de mulheres, desejando viver como religiosas, mas não pertencendo a nenhuma das ordens estabelecidas, estavam sendo formadas. Em vista de sua própria piedade pessoal, seu alto respeito pelos ideais monásticos de vida e influência que ele tinha sobre àqueles que voltavam a ele para ajuda e conselho, deve ter parecido bastante natural que algumas formas de comunidade monástica estivessem para nascer em Sempringham.
A história fala que sete jovens da vila decidiram seguir os ensinamentos de Gilberto, as suas conclusões lógicas e viverem juntas como freiras observando a Regra de São Bento. Gilberto era capaz de ajudá-las na construção de um convento modesto atrás da parede norte da igreja da vila. Ele atuou como seu capelão e diretor espiritual e supria todas as suas necessidades materiais. Nisto ele foi ajudado por outras moças da vila que faziam os trabalhos práticos necessitados no e ao redor do convento que nascia. Dentro em breve, estas bem como outras vão querer tornar-se freiras, mas como irmãs leigas, que vivem a vida mais ativa de serviço às enclausuradas. Gilberto fê-las esperar por um ano ou mais para assegurar que suas vocações eram genuínas antes de comprometerem-se elas mesmas com os votos religiosos. Entretanto, elas insistiram e depois do tempo concordado, ele deu-lhes o hábito religioso e uma regra própria. Nisto ele foi aconselhado por Guilherme, o primeiro abade de Rievaulx, e a regra escolhida foi uma forma adaptada da Regra Cisterciense.
A idéia de uma comunidade monástica parece também ter disparado a imaginação dos homens nas propriedades de Gilberto que trabalhavam a terra e criavam os meios de apoio para o seu mosteiro. O crônico de Gilberto, fala quão pobres lavradores e trabalhadores, bem como artesãos, vieram de suas terras e paróquias, e de milhas ao redor, para unirem-se à comunidade crescente como irmãos leigos. Estes também ele aceitou, dando-lhes seu hábito próprio e uma regra similar dada às irmãs leigas. Seus votos eram simples, prometendo humildade, obediência, castidade e passividade.
A comunidade estabeleceu-se em Sempringham, breve cresceu e chegou ao seu limite, sobretudo pelo desenvolvimento como mosteiro duplo. Gilberto agora começa a receber presentes e ajuda para a sua iniciativa e, em 1139, Gilberto de Gant deu-lhe terra próxima à igreja para construir o primeiro mosteiro de uma série de mosteiros a serem erguido no terreno.
Ao mesmo tempo, o bispo Alexandre deu a Gilberto um mosteiro construído e terras em Haverholme, perto de Sleaford. Este tinha sido construído por monges cistercienses, mas depois de uma certa ocupação eles se mudaram para Louth Park. Um grupo de monjas de Sempringham, agradecidamente, mudou-se, tomando com elas um grupo de irmãs leigas para estabelecerem o segundo mosteiro de Gilberto.

O Nascimento de uma nova ordem

Assim, em setembro de 1147, Gilberto encontrou-se a si mesmo no Capítulo Geral da Ordem Cisterciense para expor seu caso para a assembléia. Embora o seu pedido foi rejeitado, provavelmente porque os cistercienses não estavam ainda preparados para receber comunidade específica e exclusivamente fundada para mulheres do jeito que Gilberto ofereceu. Seu desapontamento deve ter sido temperado quando ele percebeu que tinha ganhado respeito e amizade, ambos do Papa Eugênio III e de São Bernardo de Claraval. Eles encorajaram-no e finalmente persuadiram a Gilberto a retornar para a Inglaterra e carregar o trabalho que tinha começado. Ele esteve com Bernardo de Claraval, por vários meses e juntos eles formularam os “Institutos da Ordem de Sempringham”. Isto foi um grande progresso e uma regra mais compreensível para Gilberto usar e agora incluía soma de padres ordenados para atuarem como capelães e assistirem como administradores dos negócios dos mosteiros e suas terras.
O Papa Eugênio III deu a esta Regra sua plena bênção papal e oficialmente elevou os duplos mosteiros de Gilberto ao status de uma nova Ordem Monástica.
Gilberto agora não tinha outra saída. Era sua obrigação retornar para eles como seu superior. Entretanto, como ele era ainda um padre secular, e não tecnicamente um membro de sua própria ordem, ele teve que tomar o nome de Mestre, melhor que Prior ou Abade. Apesar disso, São Bernardo deu a Gilberto uma estola abacial e o manípulo e São Malaquias de Armagh deu-lhe um cajado de abade, antes que ele partisse para casa novamente.

A ordem se expande

Quando Gilberto chegou a Sempringham, próximo de 1148, ele fez os arranjos necessários para padres ordenados unir-se a ele e introduziu os novos “Institutos”. Para os padres, ele escolheu a Regra de Santo Agostinho, que oferecia todas as flexibilidades necessárias para um alcance das obrigações pastorais. Agora ele tinha o apoio papal, sua ordem atraía mais atenção que antes e seu ritmo de crescimento acelerou.
O bispo Alexandre havia morrido por esse tempo, mas seu sucessor, Roberto de Chesney imediatamente convidou Gilberto a fundar um mosteiro em Lincoln e assumir o hospital do Santo Sepulcro. Isto não foi uma nova iniciativa de Gilberto.
O trabalho prático requerido aqui não era o apoio de um núcleo de afastadas monjas, mas cuidar de idosos e doentes, e oferecendo-lhes hospitalidade para os que viajavam e aqueles em necessidade. Roberto de Chesney estava muito generoso em seu apoio para a nova casa, que eles decidiram dedicar a Santa Catarina, dando-a uma renda de um número de igrejas locais, propriedades e terras.
O próximo mosteiro de Gilberto era para ser fundado ao norte de Humber por um barão do condado de York, Eustace FitzJohn, que deu terras e recursos em Watton perto de Beverley, para uma casa dupla similar àquela em Sempringham. Ele providenciou generosa renda, mesmo dando o mosteiro com propriedade de toda a vila. Ele também fundou um priorado em Malton para os monges gilbertinos que foram cuidar de três hospitais locais e providenciar para os pobres da área. Uma vez mais ele doou aos padres uma suficiente área em terras e propriedades para financiar seus trabalhos.
No condado de Lincoln também Gilberto era cortejado pelos proprietários de terras a construir mosteiros. Mosteiros foram construídos em Cattley, Sixhills, North Ormsby e Alvingham, todos eles sobre os padrões de Sempringham e, anos mais tarde, abriu-se mosteiros em Chiksands no condado de Bedford e Clattercote, perto de Oxford. O priorado de Clattercote era para monges com irmãs leigas e irmãos leigos em apoio a um hospital para leprosos. Ainda mais mosteiros foram construídos em Tunstall para monjas em 1164 e Newstead-on-Ancholme, para monges, em 1171.

Últimos anos de Gilberto

Gilberto permaneceu Mestre de Sempringham pelo menos até que ele morresse. Embora cego, cerca de dez anos ante disso, quando estava claro que estava tornando-se tão idoso para carregar a completa carga, ele mesmo escolheu Rogério, o prior de Malton para assisti-lo. Rogério assumiu mais e mais a responsabilidade de Mestre, pois Gilberto foi ficando cada vez mais fraco e cansado, além de sua visão que começou a falhar.
Uma vez que a decisão de delegar tinha sido feita, Gilberto foi finalmente persuadido a juntar-se à sua própria ordem como um simples monge. Ele humildemente aceitou o hábito de Rogério e fez a sua primeira profissão, ainda com alguns receios que ele poderia ser ainda arrogante por ter tomado os votos para viver pelos Institutos, que ele mesmo tinha escrito. Apenas antes de sua morte, ele nomeou Rogério que tinha sido um dos primeiros padres em Sempringham para sucedê-lo como Mestre. A escolha de Rogério foi aprovada e ratificada pelo Capítulo Geral com unanimidade.
Gilberto morreu em Sempringham no dia 04 de fevereiro de 1189 e foi sepultado rodeado de membros de sua própria ordem e de outras ordens religiosas, bispos, nobres e uma multidão de povo ordinário a quem ele tinha significado tanto. Notícias de sua morte foram levadas à França onde o rei Henrique II estava experimentando contratempos políticos e militares em suas disputas com o rei da França. É dito dele, ter atribuído esses contratempos pela perca das orações e apoio de Gilberto.
Onze anos mais tarde, o rei, o arcebispo de Cantuária, o bispo, o deão e o capítulo de Lincoln, o Mestre de Sempringham e uma longa lista de bispos, abades, priores e nobres pediram ao Papa para ter Gilberto declarado um santo da igreja. O processo de canonização foi concluído em janeiro de 1202 e o Papa Inocêncio III, formalmente admitiu-o ao calendário dos santos.
Os restos mortais de Gilberto foram transferidos de sua tumba na igreja do priorado em Sempringham para um santuário especialmente erguido sobre ela. Este santuário imediatamente tornou-se um lugar de peregrinações. Muitos milagres e curas foram ditos terem ocorrido pela intercessão de São Gilberto, alguns dos quais foram recordados por John Capgrave, um frade agostiniano que escrevera a vida de São Gilberto para as monjas de Sempringham em 1451.

Teve em si os caracteres dos Grandes Santos

São Gilberto foi um homem que durante sua vida foi duramente perseguido, primeiro dentro de sua casa, por seu pai que não aceitava suas limitações físicas que o impediam de ser, a exemplo dele, um cavaleiro; depois, pelos empregados de suas terras, que muitas vezes o ridicularizavam diante de sua debilidade, e, finalmente, depois de ter fundado a sua Ordem, quando dois irmaõs religiosos se voltaram contra ele, denunciando-o ao Papa e ao Rei da Inglaterra. Foram calúnias, que por inveja da santidade de São Gilberto, o fizeram entrar no sofrimento e um sofrimento no silêncio.
São sinais de martírio em sua vida. Dar a vida pelo Cristo urge necessariamente entrar no martírio, muitas vezes, não pelo derramamento de sangue, mas no coração que sofre pelas injúrias, fofocas e calúnias que procuram desmoralizar uma obra. O martírio é uma condição necessária para quem quer seguir a Cristo mais de perto.
São Gilberto experimentou em sua vida o drama de tantos sofrimentos mas, nunca diante das mais absurdas situações, perdeu sua fé e esperança no Senhor a quem serviu com maior fidelidade.
Ele soube unir o seu amor à Cristo através de sua fidelidade à Igreja. Foi capaz de colaborar a pedido de seu bispo para servir com gratuidade na missão de sua diocese nos seus dias, depois, ao voltar para sua paróquia, ali continuou a manifestar sua fidelidade  pelos caminhos da direção espiritual dos seus paroquianos, incitando-os ao compromisso de seu batismo na vivência cristã com maior coerência entre a fé e a vida.
São Gilberto viveu sua vida sacerdotal e religiosa na castidade perfeita por amor a Deus, à Igreja e aos seus irmãos. A castidade de São Gilberto nos é possível conhecer através dos relatos de sua vida, que nos atestam seu zelo e cuidado para com as almas dos seus paroquianos.
Para que a castidade seja possível no corpo é necessário que seja verdade na alma e no coração. Foi esta a experiência concreta que viveu São Gilberto.
Sua castidade é um exemplo para todos os sacerdotes e consagrados uma vez que podemos ter até as tentações, mas com certeza, com a força do Espírito Santo somos todos capazes de superar e responder com alegria o nosso chamado.
Os santos foram pessoas que, conduzidas pelo Espírito Santo, deixaram-se ser conduzidas por Ele, a fim de, poderem ser mais docilmente transformadas segundo a misericórdia de Deus no resgate de sua própria identidade, de ser imagem e semelhança de Deus e, viver segundo o Evangelho de Jesus Cristo, que nos chama à perfeição de nossas vidas e de nossos atos e pensamentos.
São Gilberto foi um homem fortemente marcado por essa manifestação constante do amor de Deus que o nutria tanto pela Palavra quanto pela Eucaristia.
Foi pela escuta da Palavra que soube responder com fidelidade ao seu chamado, a amar seus inimigos, a vencer o demônio, a superar os seus limites humanos pela graça indelével do Espírito Santo, em conformar a sua vida mais de acordo com os desígnios do Senhor.
Por causa da Palavra soube partilhar seus bens com os pobres e acolhê-los em sua comunidade religiosa, foi por causa da Palavra, que soube resistir as insídias do poder do mal buscando a si mesmo e seus próprios privilégios; foi por causa da Palavra, que fortalecido pôde superar todas as tribulações físicas e espirituais.
Também o foi na sua fidelidade a Cristo na Eucaristia, que o alimentava a cada dia e na missão de anunciar este pão vivo descido do céu.
Para São Gilberto era simplesmente inconcebível a idéia de não estar junto do Senhor nas espécies transubstanciadas. Era o próprio Senhor quem o impulsionava a viver mais conforme o amor de Deus, para que, com a plenitude das graças em sua vida, pudesse responder ao chamado feito pelo Senhor da Messe.
A celebração da Eucaristia era o centro de sua espiritualidade, pois, não é possível ao homem responder ao chamado à santidade de vida, longe do Mistério Eucarístico.

Reflexão

Uma alma perseguida, casta, profundamente eucarística, amante da Palavra de Deus, fiel à Santa Madre Igreja e dócil ao Espírito Santo, eis as características de um grande santo. Qualquer alma que possui apenas uma dessas qualidades, pode ser considerada, com toda a certeza, uma alma santa. Pois, São Gilberto possuía todos esses caracteres impressos pelo Amabilíssimo Deus em sua alma. Mesmo com todos esses dotes, São Gilberto foi sempre humilde e obediente à Vontade de Deus na sua vida. Que possamos hoje pedir sua interseção para que Jesus nos conceda um pouco dessas qualidades e, tenhamos então, com suas graças, força necessária para enfrentarmos a tormenta do mundo que nos assola. São Gilberto de Sempringham, rogai por nós. Amém

Fonte:

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