Santa Brígida da Suécia

A impressionante vida de Santa Brígida, Princesa da nobreza sueca, que pela graça de DEUS revelou um espírito brilhante, caridoso e repleto de compaixão. Suas virtudes admiráveis e os preciosos dons Divinos, lhe favoreceram a um permanente contato com o SENHOR e a VIRGEM MARIA, que a elegeram mensageira, tendo escrito onze livros com as Mensagens de JESUS, que são luzes incandescentes e transbordantes de amor, que efetivamente orientam e sugestionam todos os corações para a santidade e a eternidade feliz.

A Vida de Santa Brígida, oferece uma notável variedade de acontecimentos, sobretudo de origem sobrenatural, que traduz de modo extraordinário a grandeza e dignidade de uma alma apaixonada pelo SENHOR. Era Princesa na linha do trono da Suécia, pois seus familiares tinham parentesco com a família real. Entretanto não almejou ficar em destaque na corte. A boa educação que recebeu lhe descortinou o mundo e ela soube escolher o melhor: dedicou-se intensamente ao cultivo do Amor de DEUS.

Impulsionada pela força da fé e correspondida por uma torrencial efusão de graça Divina, revelou um espírito brilhante, caridoso e repleto de compaixão. O ESPÍRITO SANTO atuou efetivamente em sua existência lhe proporcionando manifestações sobrenaturais, conversas com JESUS, com NOSSA SENHORA, com o seu Anjo da Guarda, dotando-a também de visão espiritual e premonição dos acontecimentos. Recebeu uma quantidade notável de Mensagens ordenadas por JESUS e ditadas pelo Anjo, as quais preencheram mais de uma dezena de livros, com uma quantidade preciosa de ensinamentos, orientações e avisos para a vida do mundo, objetivando alcançar o coração da humanidade, afastando o maligno com suas tentações e armadilhas perigosas, estimulando a santidade das pessoas e propondo a conversão do coração, necessária a salvação definitiva.

 Nascimento e Infância

Brígida nasceu em 1302 no Castelo de Finsta em Norrtälje, na Província de Uppsala, na Suécia. Seu pai, Birger Persson, era Governador e Juiz Provincial de Uppland, e sua mãe era a senhora Ingeborg Bengtsdotter, descendente da família real sueca, pois pertencia a raça dos reis godos. O pai de sua mãe, seu avô materno, era primo de Magnus Ladulás, Rei da Suécia, de modo que Brígida tinha parentesco com a família real. Seus pais eram cristãos fervorosos e a piedade de sua mãe era conhecida e louvada pelos parentes e amigos. Seu pai se confessava todas sextas-feiras na Igreja para alcançar o perdão de seus pecados, e dizia humildemente assim: “Às sextas-feiras, eu quero me preparar muito bem para DEUS, a fim de que nos outros dias eu possa estar pronto para suportar e receber dignamente tudo que o SENHOR permitir para mim”.

Brígida Bengtsdotter até a idade dos 3 anos não dizia qualquer palavra, os pais e parentes chegaram a imaginar que ela fosse muda. Todavia, sem qualquer intervenção, completada a idade de 3 anos, ela começou a falar normalmente e com pleno desembaraço. Com a idade de sete anos, teve uma visão de NOSSA SENHORA que lhe sorriu e colocou a sua preciosa coroa na cabeça dela, e depois desapareceu. Aos dez anos de idade, depois de ouvir um sermão na Igreja local, quando o Padre falou sobre a Paixão e Morte de NOSSO SENHOR, ficou muito impressionada com as crueldades e os terríveis sofrimentos de JESUS. Dias após teve uma Visão de CRISTO pregado a Cruz, coberto de chagas, e o SENHOR lhe disse estas palavras: “Olha em que estado ME encontro, minha filha” . Ela perguntou: “JESUS quem TE fez isto”? NOSSO SENHOR respondeu: “Aqueles que ME ofendem e não querem o MEU Amor”. Essa Visão deixou uma profunda e indelével marca em seu coração, e desde então, decidiu colocar a Paixão de CRISTO como o centro de sua vida espiritual.

Ficou órfã de mãe quando tinha apenas 10 anos de idade. A senhora Ingeborg foi colhida por um mal que ocasionou o seu falecimento em 1315. Seu pai, se considerando incapaz de prover uma educação compatível para uma menina de sua condição social, a enviou à casa da cunhada Catarina Bengtsdotter, em Aspanäs, próximo ao lago Sommen, em Östergötland.

 Casamento e a Família

Como era costume naquela época, antes de completar os quatorze anos de idade, seu pai e os parentes arranjaram o casamento dela com Ulf Ulväsa Gudmarsson, Príncipe de Närke (Nércia), contra a sua vontade pessoal, porque ainda não tinha incluído o matrimônio em seus planos. Mas realizada a cerimônia, viveu feliz com seu esposo durante vinte e oito anos, e com quem teve oito filhos, sendo quatro homens e quatro mulheres. Dois meninos morreram muito jovens, sendo um deles, o mais moço chamado Gudmaro, a quem ela cuidava com muita atenção; Carlos (Karl) era o mais velho, e era mundano, gostava de muitas festas e não frequentava a Igreja, contudo respeitava NOSSA SENHORA; Bingério (Birger), o quarto homem, apesar de estar casado, mais tarde tornou-se companheiro de sua mãe e inclusive a transportou de Roma para a Suécia, quando ela faleceu. Três das meninas eram casadas, Merita e Cecília permaneceram na sociedade sueca, enquanto Catarina perdendo o marido, passou a viver com sua mãe. Esta moça com o passar dos anos, revelou virtudes excepcionais e notável caráter, desabrochando um imenso amor a DEUS, se dedicando a oração e ao serviço dos pobres e necessitados, santificando sua existência de uma maneira tão admirável, que assumiu na continuidade a obra de sua mãe. Ela foi canonizada e é venerada com o nome de Santa Catarina da Suécia. A quarta menina, Ingeborg, tornou-se freira na Ordem de Cister.

A Santa teve dificuldades com sua família, sua filha mais velha se casou com um homem sem escrúpulos, a quem ela mesma considerava um verdadeiro “Bandoleiro”, porque além de espertalhão e golpista, era extremamente volúvel, egoísta e orgulhoso.

Brígida era uma mulher de oração, não deixava passar uma oportunidade para rezar e permanecer num fervoroso contato com DEUS. Quando o marido estava ausente, porque era membro do Conselho do Rei da Suécia e constantemente viajava, ela passava a noite em vigília de oração, rezando fervorosamente e praticando severas disciplinas, como maneira de consolar o SENHOR por causa dos pecados do mundo. Ela sempre rezava pela conversão dos pecadores e para as almas que estavam no Purgatório, principalmente aquelas mais esquecidas e mais necessitadas.

 Peregrinações e Falecimento do Esposo

A devoção de Brígida era tão profunda e consciente que influenciou muito o seu marido. E assim, estimulados pelo interesse em conhecer acontecimentos importantes ligados a religião, como maneira de agradar a DEUS, fizeram diversas viagens. Entre outras, o casal realizou peregrinações a Nídaros (atual Trondheim) no Reino Unido e a Santiago de Compostela na Espanha. Depois de terem visitado todos os lugares de interesse na Espanha, a caminho de volta para a Suécia, na cidade francesa de Arras, perto de Flandres, seu marido Ulf adoeceu com risco de morte. Ela rezou muito e pediu a proteção do SENHOR. Teve que permanecer um longo tempo nesta cidade, porque a enfermidade foi cruel e o enfraqueceu bastante. Durante suas perseverantes orações, o santo francês São Dionísio lhe apareceu e lhe confidenciou que seu marido não morreria nessa ocasião. Na verdade, nos dias seguintes, ele começou apresentar melhoras e recobrou a saúde, e por isso, ambos se comprometeram de comum acordo, se consagrarem a DEUS na vida religiosa.

De volta a Suécia, Brígida e o marido se estabeleceram numa pequena casa próxima ao Mosteiro Cisterciense de Alvastra. Ulf com a saúde recuperada, pôde continuar o trabalho na Província de Närke até o início do ano 1344, quando novamente acometido de terrível moléstia ficou muito doente e Brígida o levou para o Mosteiro a fim de ter a ajuda dos monges, mas ele não resistiu e veio a falecer. E assim, eles não tiveram tempo de colocar em prática o propósito que os dois, marido e esposa, tinham feito de dedicarem as suas vidas a DEUS. Ela permaneceu morando ali, naquela casa perto do Mosteiro, onde passou longas horas em orações, suplicando ao SENHOR pela cura de seu esposo. Naquela mesma casa, ainda permaneceu durante quatro anos, essencialmente dedicada à penitência e à oração.

 Visões e Revelações Divinas

A Santa teve visões e revelações notáveis, que eram ensinamentos do SENHOR e também instruções que se referiam aos assuntos mais polêmicos de sua época, que sem dúvida, muitos estudiosos reconhecem que foram em consequência dessas visões, que a Monarquia Sueca obteve alguns importantes acordos de paz e estabeleceu relações políticas com diversos países, dentre outros acontecimentos.

Era amiga e conselheira de vários padres e teólogos da época, inclusive, foi também secretaria e dama de honra da Rainha da Suécia, Blanche de Namur, e em 1335, como pessoa de confiança do reino guiou e aconselhou a Rainha e o Rei Magnus II (Magnus Ladulás) nas dificuldades e problemas que ocorreram na corte.

Após a morte de seu esposo Ulf, repartiu os seus bens entre os herdeiros e os pobres, passando a viver de maneira simples nas imediações do convento de Alvastra. Nessa época, suas visões se tornaram mais numerosas e frequentes, constituindo-se na grande parte dos fatos que Brígida escreveu em suas Revelações, até a sua partida para Roma. E foi justamente durante as Visões que ela recebeu a missão de levar mensagens aos políticos e líderes religiosos, tendo nesta oportunidade, dialogado com santos e pessoas falecidas, que lhe esclareceram a natureza e o conteúdo de muitas dificuldades.

A partir do ano 1345, as revelações divinas não eram feitas mais através de sonhos, mas sim quando ela estava desperta e em oração, com o domínio completo da razão, e muitas vezes ela ficava em êxtase, recebendo as visões ou uma iluminação Divina em seu intelecto, pois via e ouvia as coisas espirituais e as sentia no seu espírito. Muitas vezes, na verdade, o movimento em seu coração era tão veemente e intenso, que até podia ser presenciado e sentido exteriormente, pelo aspecto de suas feições e de suas manifestações.

JESUS lhe disse certa vez: “Brígida, TE falo não somente a ti, mas também a todos os cristãos. Tu serás Minha esposa… E por meio de ti falarei ao mundo. Meu ESPÍRITO permanecerá em ti até a sua morte”.

Neste período, decidiu dar um rumo religioso a sua existência, apesar da constante oposição da corte que utilizava os seus serviços. E também porque ela era a primeira na fila à sucessão real, indicada a tornar-se Princesa. Mas com habilidade e inspiração Divina, conseguiu se livrar daquele compromisso e se dedicou exclusivamente a realizar a Vontade do SENHOR.

Desde então abandonou as suas vestimentas luxuosas, usando apenas uma túnica de linho e véu na cabeça, com uma corda na cintura. As visões se tornaram tão frequentes que a Santa foi até envolvida momentaneamente por uma dúvida, chegando a questionar se realmente se tratava de visões provenientes da graça de DEUS.  Por obediência a  JESUS, que lhe apareceu por três vezes, aceitou ser colocada sob a direção do Mestre Matias, que foi o seu primeiro confessor. Ele era um canônico sábio, respeitado teólogo e muito experimentado nas coisas da época. Todavia, no inicio das grandes revelações, ela foi aconselhada pelo próprio Matias a permanecer no Mosteiro dos monges de Cister, Mosteiro de Santa Maria, na Diocese de Linköping. Embora fosse uma entidade religiosa para monges, pelos desígnios de DEUS, ela foi recebida e alojada numa área, para a maior honra e glória do SENHOR.

Santa Brígida estava rezando, quando lhe apareceu JESUS e lhe disse: “De minha parte a envio ao Padre Pedro Skninge, prior do Mosteiro de Santa Maria. EU sou como o Senhor cujos filhos estavam mantidos em cativeiro, o qual enviou seus mensageiros para libertar os seus filhos e advertir os demais a fim de que não caíssem nas mãos dos inimigos, a quem julgavam serem amigos. Do mesmo modo EU, DEUS, tenho muitos filhos, isto é, muitos cristãos, os quais estão submissos por pesadíssimos laços ao demônio. Assim pois, por Meu Amor lhes envio as Minhas Palavras que falo por meio de uma mulher (Santa Brígida). Ouve-as, Padre Pedro, e escreve em língua latina o texto que é de minha parte, e por cada letra dar-te-ei não ouro ou prata, senão um tesouro que não envelhece”.

De imediato Santa Brígida descreveu a revelação ao Padre Pedro. Mas ele não acreditou, e querendo deliberar a cerca do assunto, ficou à tarde na Igreja lutando consigo mesmo, com os seus pensamentos, e acabou por decidir não aceitar o cargo e nem escrever as revelações Divinas, julgando-se indigno para fazê-lo, e também duvidando das palavras de Brígida, se seriam verdadeiras ou ilusões produzidas pelo demônio. A resposta Divina não se fez esperar: ele recebeu tal golpe que caiu ao chão e ficou como morto, privado de seus sentidos e das forças do corpo, apenas ouvia e conservava o seu entendimento, estava lúcido.

Os monges o encontrando ali estendido no solo o levaram para a sua cela e o colocaram na cama, onde permaneceu quase morto durante longas horas da noite. Tocado pela providência Divina raciocinou: “Quem sabe, estou padecendo isto porque não quis obedecer à revelação que a senhora Brígida me comunicou, da parte de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Arrependido, rezou em seu coração: SENHOR meu DEUS, se é por isto que me aconteceu este problema, perdoa-me, porque reconheço que errei e estou disposto a LHE obedecer, escrevendo todas as palavras, que ditadas pelo SENHOR, essa mulher irá me transmitir”. Naquele mesmo instante ficou curado, comprovando a verdadeira Vontade Divina. Ele foi correndo encontrar-se com a senhora Brígida e se ofereceu para escrever todas as revelações, conforme ela lhe havia dito, por recomendação de JESUS.

Posteriormente o Prior também disse ter ouvido de Santa Brígida, que em outra revelação, JESUS lhe havia dito o seguinte: “EU o golpeei porque ele não queria obedecer, e depois EU o curei, porque sou Médico e sarei Tobias e o Rei de Israel. Diga-lhe, pois: Anda e realize a obra dos escritos de minhas palavras, e escreve que te darei por ajuda um mestre em Minha Lei; e tens de saber com certeza, que quero fazer esta obra por meio de Minhas palavras que tu escreverás pela boca desta mulher. O texto humilhará a poderosos e emudecerá os sábios. E não penses e nem imagine, que as palavras que esta mulher lhe transmitirá procedam do espírito maligno. Não, são as Minhas próprias palavras, porque o que lhe direi será provado com obras”.

Em seguida, o Prior começou a escrever e traduzir todas as revelações e visões Divinas que Santa Brígida tinha, conforme ela lhe dizia. E dessa forma, continuou a acompanhá-la e dar-lhe assistência por ordem de JESUS, sendo o seu confessor, escrevendo as revelações por um espaço de trinta anos até o falecimento da Santa.

Durante o trabalho de escrever os textos e traduzi-los para o latim, Padre Pedro que padecia desde a sua infância, de dores muito fortes na cabeça, rogou a santa Brígida, que na ocasião se achava hospedada no Mosteiro de Alvastro, que suplicasse a DEUS por ele. A Santa em oração, pediu a JESUS que lhe apareceu e disse: “Vai e diga a Frei Pedro, que ele já está livre da dor de cabeça. Escreva, pois, decididamente os livros de Minhas palavras que lhe são encaminhadas, para que sejam divulgadas para o mundo”. E desde aquele dia até trinta anos depois, ele não voltou a sentir nenhuma dor de cabeça, foi integralmente curado pelo SENHOR.

Posteriormente por orientação Divina recebida por Santa Brígida, o Prior fez um exorcismo numa mulher endemoninhada de Timor Gothland, usando exatamente as palavras que CRISTO instruiu. Estavam presentes duas testemunhas que viram a mulher ficar totalmente livre da posse de satanás e seguir a sua vida com normalidade.

Nesta época o SENHOR ordenou a Santa que fosse ao Rei Magnus e lhe comunicasse que deveria se corrigir com um comportamento mais digno e compatível com o posto de Rei que ocupava, pois sua conduta estava sob o juízo Divino. Magnus aceitou a crítica e se converteu. Mais tarde deu pleno apoio ao Mosteiro fundado pela Santa em Vadstena.

Brígida exerceu uma notável atividade de escritora, visionária e mística, descrevendo minuciosamente as suas revelações e as visões Divinas, com uma escrita objetiva e clara, que se tornaram muito populares na Idade Média. Mais tarde, estando em Roma, seguindo a orientação do SENHOR, à medida que recebia os avisos, pela grandeza de seu conteúdo esclarecedor e pacificador, os encaminhava ao conhecimento do Papa Urbano V, que colocava o assunto em execução.

Através de suas perseverantes e fervorosas orações, foi em vida, intercessora junto a DEUS, conseguindo uma quantidade impressionante de milagres e orientações do SENHOR, em benefício de muitas pessoas, até do Papa e do Rei da Suécia.

Também, pela intervenção da VIRGEM MARIA que lhe apareceu junto com JESUS, a Santa converteu uma prostituta, que se afastou definitivamente da perdição e se isolou numa existência dedicada a penitência e a caridade, pagando a Justiça Divina o tributo por todos os seus pecados.

Durante as suas orações, a noiva de CRISTO foi diversas vezes tentada, mesmo com pensamentos impuros. A bem-aventurada VIRGEM MARIA lhe apareceu e disse: “O diabo é como um espião invejoso, buscando denunciar e impedir tudo que é bom. Portanto, procure orar e reagir mentalmente, enquanto está sendo tentada, porque o seu desejo e seu esforço contarão para você como uma oração, e se não consegue expulsar de sua mente os assuntos sórdidos, o seu esforço para neutralizá-los contarão como mérito, desde que você não concorda com eles e que os maus pensamentos são contra a sua vontade”.

Nosso Senhor Jesus Cristo, uma vez falou a Brígida: “Vá a Roma, onde as ruas são pavimentadas com ouro e o sangue vermelho dos Santos e onde existe um compêndio – ou seja, um caminho mais curto – para o Céu, por causa das indulgências que os Santos Pontífices têm merecido por suas orações. Além disso, você deverá permanecer em Roma, até encontrar o Sumo Pontífice e o Imperador, e para eles deverá anunciar as minhas palavras”.

Por revelação divina, fundou em Vadstena um Mosteiro e, anos mais adiante, fundou a ORDEM DO SANTÍSSIMO SALVADOR. Seu ministério apostólico compreendeu uma austera maneira de viver, cultivando sua fervorosa devoção a DEUS e a NOSSA SENHORA, tendo realizado diversas peregrinações aos Santuários e Lugares Sagrados em diversos países, como manifestação amorosa ao CRIADOR. Sua severidade consigo mesma e sua bondade com o próximo, inclusive entregando-se a uma preocupação cuidadosa com os pobres e doentes, revelaram a grandeza de sua caridade cristã.

Do mesmo modo que muitos Bem-aventurados, ela praticou e exercitou com frequência severas disciplinas, como forma de penitência para consolo e desagravo do SENHOR, em face dos pecados da humanidade. Até para dormir, ela que possuía uma cama confortável com um colchão bem macio, deixava-os de lado, estendia uma colcha no chão e deitava com a cabeça num modesto travesseiro, sem qualquer coberta, mesmo naquele frio intenso do inverno sueco. Quando os filhos ou parentes comentavam o fato, ela dizia que o calor de seu coração apaixonado por DEUS, aquecia todos os seus membros e ela não sentia frio em seu corpo.

Um dos aspectos mais conhecidos da vida de Santa Brígida são as muitas visões com que o SENHOR JESUS lhe favoreceu, especialmente as que se referem aos sofrimentos de Sua Paixão e a certos acontecimentos de sua época. Ela tinha grande desejo de saber quantas marcas de açoites e ferimentos ficaram no Corpo de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO na Sua abominável e cruel Paixão. Um dia JESUS lhe apareceu e disse: “Recebi em Meu Corpo, cinco mil, quatrocentos e oitenta ferimentos. Se queres honrá-los em verdade, reze 15 PAI NOSSO e 15 AVE MARIA diariamente, durante um ano. Ao terminar, tereis venerado cada uma das Minhas Chagas”.

 Dons e Virtudes Especiais

Muitas vezes aconteceu que à Brígida foi revelada os pensamentos mais secretos e as dúvidas mais ocultas daqueles que se aproximavam dela, para conversar ou buscar soluções aos seus problemas, e até mesmo, de pessoas ausentes e distantes. Eram particularidades que as pessoas jamais colocariam de público por palavras ou por escrito ou sinais, por constrangimento, receio ou timidez. Há muitas testemunhas destas ocorrências: Nicholas de Nola, reitor do Patrimônio; senhor Gómez de Albornoz, reitor do Ducado de Spoleto, senhor Fondi, e muitos outros, tanto religiosos como seculares, a quem ela disse ou escreveu as coisas mais íntimas que estavam guardadas em seus corações. A graça de DEUS atuava na Santa, de tal modo, que com simplicidade ela oferecia o melhor esclarecimento a pessoa para solucionar uma dificuldade.

Outras vezes, pessoas pediam as orações em benefício das almas de parentes e amigos falecidos. E alguns queriam saber se os familiares estavam no Purgatório, ou onde estavam.

Ela recebia por escrito os nomes dos que partiram, e com a maior caridade e compaixão, orava a DEUS por eles. E então, em oração, obtinha a resposta Divina, informando onde aquelas almas estavam: se no Purgatório, no inferno ou no Céu. A Ela também foi dado conhecer, de forma clara e distinta, os modos de rezar e de intercessão, assim como a maneira de ofertar esmolas, através das quais as almas poderiam ser auxiliadas e libertadas.

Boa prova disso foram experimentadas por aquelas pessoas mencionadas acima, que devotamente lhe perguntaram sobre as almas de seus parentes, e, tiveram as respostas por escrito. Na verdade, quando ela mesma, ou qualquer pessoa em casa, estivesse ansiosa ou em dúvida sobre qualquer coisa, suplicava o auxílio Divino, e sem grande demora, através de CRISTO, ou de NOSSA SENHORA, vinha uma resposta precisa e clara, explicando o que desejavam ou o que deveriam fazer.

Um dia, Brígida inspirada pelo ESPÍRITO SANTO, foi visitar um homem possesso do diabo. O cavalo em que estava acostumada a montar, que era um animal manso e tranquilo, de repente empinou, levantando as patas dianteiras do chão, podendo ser vistas as ferraduras nos cascos do animal. Como resultado, ela quase caiu ao solo. Em consequência, ficou com uma desagradável dor nas costas por longo tempo, e o fato em si a fez entender que o diabo queria interferir na conversão daquele pecador. Na verdade o homem que estava sendo visitado era um homem nobre, pelos padrões do mundo, e com grande poder econômico. O demônio para atrapalhar deixou o espírito dele raivoso e contrariado, especialmente na presença dela, quando se mostrou mais perturbado do que o habitual.

Com petulância aquele homem falou coisas horríveis contra DEUS, dizendo: “Ó, como são diferentes: o espírito que está em vós e o espírito que está em mim! Por causa da minha descrença e méritos ocultos, fui colocado nas mãos de um arrecadador cruel”. Ela lhe respondeu: “Eu prometo que você será curado rapidamente, mas eu lhe pergunto: porque você fala abominações contra DEUS?” E o demônio que estava nele antecipou e disse: “Eu falo mesmo.” Quando disse essa palavra, começou a falar, mais amargamente contra DEUS e a blasfemar, dizendo: “Aquele que criou o céu e a terra, eu adoro, sobre o seu novo CRISTO DEUS, eu não aceito!” A noiva de CRISTO rebateu rapidamente: “Fique em silêncio, miserável diabo, na sua blasfêmia contra DEUS. Mesmo estando a castigar esta criatura, você não será dono dela eternamente, porque o SENHOR não permitirá. Em nome de CRISTO, desapareça.” Então, o homem ficou como se estivesse dormindo, e o demônio desapareceu. Depois de vários dias, ele estava perfeitamente curado.

Ao longo de sua existência a Santa recebeu do ESPÍRITO DE DEUS um sinal característico: todas as vezes que era abordada por pessoas com o espírito diabólico ou que eram avessas ao cultivo da bondade e da caridade, ela sentia um cheiro de enxofre tão forte, que lhe colocava um gosto amargo na boca e que mal podia suportar. Numa ocasião, uma pessoa que procurava amizade com o Rei da Suécia aproximou-se dela para conversar: “O que a senhora disse sobre um determinado espírito? Era seu, de alguém ou de um demônio?” Ele perguntava sobre espíritos que se apossavam das pessoas, no assunto que abordavam.

Ela que mal tinha forças para suportar o mau cheiro que exalava dele, respondeu: “Você tem um morador fétido, e também outras coisas fétidas saem da sua boca. Arrependei-vos, portanto, para que não caia sobre vós a vingança de DEUS!” O homem foi embora com muita raiva. Mas, quando se deitou para dormir, ouviu vozes dizendo-lhe: “Deixem-nos arrastar o sujeito sujo para os porcos, porque ele tem desprezado os avisos de salvação.” Voltando a si, refletiu sobre os fatos e compreendeu que o recado era para ele. Decidiu corrigir a sua vida, e logo desapareceu aquele terrível odor que era percebido por Brígida, e que então, o acolheu fraternalmente dizendo-lhe que o seu espírito havia encontrando o caminho do SENHOR.

Brígida também tinha outra característica especial: nos vinte e oito anos de sua existência dedicados essencialmente ao apostolado Divino, a partir do momento em que recebeu o ESPÍRITO DE DEUS, nunca mais fez qualquer viagem a outras cidades, nem se detinha em qualquer lugar, a não ser com a inspiração e a instrução do ESPÍRITO SANTO.

 Viagem a Roma

Ela viajou a Roma no ano de 1349 com o propósito de tomar parte na celebração do jubileu de 1350, e também, para obter a aprovação do Papa na Ordem Religiosa que havia fundado. Entretanto, na ocasião o Papa estava residindo em Avignon, na França, por motivo do Cisma do Ocidente, e, além disso, a Igreja havia proibido o estabelecimento de mais Ordens Religiosas. A ausência do Papa desanimou Brígida, que havia tido uma visão na qual encontraria o Papa e o Imperador quando chegasse a Roma.

Na capital italiana, residiu primeiramente próximo a Basílica de São Lourenço. Foi testemunha do decaimento espiritual da cidade após a partida do Papa. Durante sua estadia na cidade, escreveu cartas ao Sumo Pontífice, onde lhe suplicava que regressasse a Roma. Ela se dedicou especialmente a visitar as Igrejas que continham tumbas de Santos, a fim de alcançar graças para a conversão dos pecadores. Na Igreja de São Lourenço de Panisperna, na colina de Viminale, pediu aos transeuntes esmolas para os necessitados. Em seguida, piedosamente visitou as regiões mais pobres da cidade e prestou auxílio aos pobres com carinho e muito amor. Também, estando em Roma, aproveitou para viajar em peregrinação ao Santuário de Assis, à Nápoles e ao sul da Itália.

As profecias e revelações de Santa Brígida se referiam a questões de diversas naturezas, inclusive relativamente à administração eclesiástica. Previu por exemplo, que o Papa e o Imperador se reuniriam amistosamente em Roma. O fato logo ocorreu no ano 1368, no dia 21 de Outubro, quando o Papa Urbano V e Carlos IV se encontraram. Mas teve também visões e profecias que denunciavam a má conduta do Papa, as quais ela fazia questão de transmiti-las, e isto lhe causou inúmeras perseguições. Em uma ocasião chamou o Sumo Pontífice de “assassino de almas, mais injusto que Pilatos e mais cruel que Judas.” Brígida foi expulsa de sua casa e teve que ir com sua filha pedir esmolas no Convento das Clarissa.

Mas nesta outra ocasião, estando em Roma, aguardava ansiosamente o Pontífice, para poder lhe entregar as Regras de sua ordem. O Papa Urbano V recebendo toda a documentação prometeu examiná-las no menor tempo possível. As Regras foram aceitas, mas os Bispos encarregados de estudá-las exigiram várias revisões e muitas mudanças no texto, com as quais Brígida não concordou, porque aquelas normas que estavam estabelecidas nas Regras, tinham sido ditadas por JESUS. E por outro lado, o Papa tomou a decisão de deixar novamente a Itália por motivos de segurança, situação com a qual Brígida também não estava de acordo. Ela profetizou que o Papa em face daquela decisão, receberia um forte golpe. E de fato aconteceu, dois meses após o seu regresso a Avignon, o Papa Urbano V faleceu.

 A Santa e os Papas

No século XIV muitas pessoas, inclusive alguns Papas, sentiram que a Igreja tinha necessidade urgente de reforma. Se a Igreja não incorporava os ideais e valores do evangelho, a culpa foi colocada sobre os Papas, já que a eles tinha sido confiada a tarefa de vigiar e orientar os cristãos. Enquanto muitas pessoas achavam que pouco tinha sido realizado no campo da reforma, os Papas como pessoas (e não a instituição, a Igreja) rapidamente se tornaram objeto de todas as críticas. O próprio fato de que os Papas, que são denominados Bispos de Roma, estavam residindo em Avignon, na França, em face do Cisma,  era uma afronta, e muitos cristãos sentiram, por isso mesmo, que o retorno do Papa a Roma era um pré-requisito insubstituível para que pudesse ser realmente estabelecida qualquer reforma. Isto porque, os Papas pelo seu cargo e poder, eram os próprios árbitros da reforma, e assim, os reformadores tinham que ter a aprovação deles, para ganhar status oficial. Assim sendo, a única alternativa que restava para aqueles que queriam realizar reformas na Igreja, para melhorar a atuação do cristianismo, era tentar influenciar os Papas e incitá-los a voltar à Roma e entrar em ação. Um desses cristãos que lutou dedicadamente para alcançar este objetivo, foi Santa Brígida da Suécia. Ela recebia as revelações Divinas, de CRISTO e da VIRGEM MARIA, que lamentavam a situação da Igreja e condenavam um número impressionante de abusos e práticas deploráveis. Em várias revelações, os Papas também foram criticados. Um exemplo está no livro I, capitulo 41. Esta revelação é uma mensagem do CRIADOR direcionada ao Papa Clemente VI (1342-1352):

“Agora declaro Meu desgosto para contigo, cabeça de Minha Igreja, tu que te sentas em Minha Cátedra. Concedi este cargo a Pedro e a seus sucessores para que se sentassem com uma tripla dignidade e autoridade: primeiro, para que pudessem ter o poder de ligar e desligar as almas do pecado; segundo, para que pudessem abrir o Céu aos penitentes; terceiro, para que fechassem o Céu aos condenados e àqueles que ME desprezam. Mas tu, que deverias estar absolvendo almas e ME as oferecendo, és realmente um assassino das Minhas almas. Designei Pedro como pastor e servo de Minhas ovelhas, mas tu as dispersas e as feres, tu és pior que Lúcifer.”

Há também outra revelação, no livro VI capítulo 63, em que CRISTO condena o Papa Clemente por seus pecados e delitos e o exorta a fazer as necessárias reparações e a tomar medidas condizentes com a moral e o direito. Esta mensagem foi recebida por Brígida em 1348, e foi transmitida ao Papa em Avignon por dois amigos da Santa, o Bispo Hemming e Frei Pedro, o Prior do Convento.

Brígida foi para Roma no ano jubilar, para nunca mais voltar a Suécia. Em suas revelações, ela pinta um quadro muito sombrio das condições que lá existiam naquela época. No livro IV capítulo 33, está uma carta que ela enviou a um destinatário desconhecido, com uma longa lista de queixas, como por exemplo: que as Igrejas estavam abandonadas e transformadas em latrinas públicas para as pessoas, e cães e animais selvagens; as pessoas não têm o menor respeito pelos dias santos e comem carne na Quaresma; a propriedade da Igreja é dada aos leigos, que não se casam porque estão no cargo de cânones, mas despudoradamente tem concubinas em suas casas durante o dia e em suas camas à noite, dizendo com audácia: “Não podemos casar, porque somos cânones.”

Ao determos a julgar pelas manifestações da Santa, parece que ela coloca a culpa pela existência destas corrupções sobre o Papa Bonifácio VIII, cujo pontificado se mostrara tão desastroso a Igreja.  Santa Brígida acredita que a raiz do problema está na ausência dos Papas de Roma (na mencionada revelação acima livro IV capítulo 33, ela termina dizendo que os padres estão como órfãos, sem pai, por causa da ausência do Papa). Nesta perspectiva, é natural que ela seja uma determinada defensora do retorno dos Papas a Roma, como é testemunhada por uma série de revelações.

 Viagem a Terra Santa

Em 1371, com 68 anos de idade, após ter algumas visões sobrenaturais, empreendeu uma peregrinação a Terra Santa, acompanhada de sua filha Catarina e seus filhos Carlos e Bingério, e de outras pessoas conhecidas, com um itinerário passando por Nápoles e Chipre. Essa foi à última de suas viagens. A expedição começou mal, já que em Nápoles, Carlos se apaixonou pela Rainha Juana I, cuja reputação era muito duvidosa. A Rainha era casada e seu esposo vivia na Espanha, e por isso, sentindo-se livre e desimpedida, desejava se casar com Carlos. Santa Brígida não aprovou o relacionamento, e vivia atemorizada diante da possibilidade de ser realizado aquele casamento irregular, que levaria o seu filho a viver em pecado.

Intensificou as suas orações, clamando e suplicando a DEUS que não deixasse o seu filho viver no pecado. Em duas semanas Carlos contraiu uma gravíssima enfermidade acompanhada de uma abominável febre maligna, que o matou, deixando-o sem vida nos braços de sua mãe. Brígida preocupada rezou e implorou a misericórdia do SENHOR pedindo-LHE que perdoasse a alma de seu filho. JESUS a fez compreender que ELE tinha perdoado o rapaz e que ele estava no Purgatório pagando a sua dívida com a Justiça Divina.

A Santa seguiu viagem e visitou todos os Lugares Santos em Jerusalém, Belém, Nazaré, Cafarnaum e outros.

Na viagem que fez a Terra Santa, depois de visitar todos os Santuários, começou a sentir um enfraquecimento em seu corpo, consequência de uma enfermidade que a incomodou durante o ano inteiro. E, tanto no mar como estando em terra, ela pacientemente suportava a fadiga e a dor.

Sendo informada de que sua filha Ingeborg morreu, ela que era religiosa no Mosteiro de Risabergh, alegrou-se e disse: “Ó, meu SENHOR JESUS CRISTO! Amor de minha vida! Bendito seja, porque a chamaste antes que o mundo a agarrasse em seus braços.”

Quando voltou à Roma de sua viagem ao Oriente Médio, no verão de 1373, já enfrentava a enfermidade que a debilitou, e continuou atuando em seu corpo deixando-a com a saúde muito mal.

Cinco dias antes da sua morte, NOSSO SENHOR JESUS CRISTO lhe apareceu diante do altar, que existia em seus aposentos. ELE se mostrou alegre e LHE disse: “EU fiz com você o que um noivo normalmente faz, se esconde de sua noiva alguns dias, para que ELE possa ser mais ardentemente desejado. Assim EU não lhe visitei levando consolações durante esse tempo; pois era a hora do seu teste. Portanto, agora que você foi testada, e pacientemente suportou, vá em frente e prepare-se, pois agora é o momento em que, como EU lhe tinha prometido, você será vestida e consagrada como uma freira. E, doravante, você deve ser contada, não só como Minha noiva, mas também como uma freira e uma mãe em Vadstena.”

Na verdade, durante a sua vida, Santa Brígida, nunca chegou a se consagrar num Mosteiro, fazendo os votos e tornando-se uma freira. Mas o SENHOR lhe propiciou esta graça, espiritualmente, nos seus últimos dias de vida.

Morte de Brígida

Antes dela morrer, JESUS mandou que entregasse os escritos a D. Alfonso Pecha de Vadaterra, ermitão espanhol, que tinha sido bispo Giennense, e deste modo, foram impressos os livros com as celestiais revelações.

Brígida faleceu no dia 23 de Julho, numa residência ao lado da atual praça Farnese. Quando ela percebeu que estava prestes a sair de seu corpo e viu os seus filhos aflitos, disse: “Por que a tristeza? O meu tempo de vida foi suficientemente longo. Devemos regozijar porque agora sou chamada para um SENHOR mais poderoso”. E, tendo chamado os seus filhos, abençoou a todos e adormeceu no SENHOR. De acordo com sua vontade, seus restos mortais foram transladados para a Suécia, especificamente para o Convento de Vadstena, após ter sido sepultada na Igreja romana de São Lourenço em Panisperna. O seu filho Bingério se incumbiu de todas as providências para o translado de sua mãe para a Suécia. Em 1377, por ordem do Bispo Alfonso Pecha de Vadaterra, amigo e confessor de Brígida na Itália, foi lançada a primeira edição de suas “Aparições celestiais.” Em 1378, finalmente foi aprovada as Regras da Ordem Religiosa fundada por ela, e em 1384, o Convento de Vadstena foi consagrado.

A Ordem Brigidina, como também é conhecida, não tem monges, somente mulheres. Há doze conventos no mundo, sendo que a Abadia Syon em Devonshire é a única casa religiosa na Inglaterra. As Irmãs rezam suplicando a DEUS pela restauração da casa mãe em Vadstena na Suécia, onde iniciou a fundação da Congregação, depois da morte de Santa Brígida, mas tendo sua filha, Santa Catarina da Suécia, como a primeira Abadessa. As Brigidinas cultivam uma especial devoção a NOSSA SENHORA e à Paixão de CRISTO, em decorrência das visões que sua fundadora teve na infância e durante a sua vida.

O processo de canonização começou em 1377 e terminou em 7 de Outubro de 1391, quando ela foi proclamada Santa pelo Papa Bonifácio IX. É padroeira da Suécia e em 1999, Santa Brígida foi elevada, junto com Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz, padroeiras e protetoras da Europa.

A Ordem fundada por Santa Brígida perdura até os nossos dias, sob o nome de ORDEM DO SANTÍSSIMO SALVADOR (Ordo Sancti Salvatoris), chamada comumente de “Ordem Brigidina.” Ela se espalhou rapidamente por toda a Europa com Mosteiros na Escandinávia, na Itália e em outros países. Nos tempos modernos expandiu-se em cinco diferentes ramos, juridicamente independentes: na Espanha em 1629, na Itália no ano 1911, nos E.U.A. no ano 1970, no México ano 2000. Nenhumas dessas fundações são de homens, todas elas são de mulheres (exceto nos E.U.A. que tem um Convento masculino). Sua festa é celebrada no dia 23 de julho.

Os restos da Santa se encontram no Convento de Vadstena, na Suécia. O edifício onde a Santa viveu em Roma, foi tratado e reformado e se transformou na Casa de Santa Brígida. Nela estão um Templo, um Convento, e um albergue para pobres.

 Reflexão

Termino com as sábias palavras do nosso grande Papa Bento XVI em sua catequese sobre Santa Brígida: segundo ele Brígida era “uma mulher alegremente casada. Vivia uma autêntica “espiritualidade conjugal”, na qual unidos, os esposos cristãos podem percorrer um caminho de santidade, sustentados pela graça do Sacramento do Matrimônio. Não poucas vezes, exatamente como aconteceu na vida de Santa Brígida e Ulf (seu esposo), é a mulher que, com a sua sensibilidade religiosa, com a delicadeza e a doçura pode fazer o marido percorrer um caminho de fé. Penso com reconhecimento em tantas mulheres que, dia após dia, ainda hoje iluminam as próprias famílias com o seu testemunho de vida cristã. Possa o Espírito do Senhor suscitar também hoje a santidade dos esposos cristãos, para mostrar ao mundo a beleza do matrimônio vivido segundo os valores do Evangelho: o amor, a ternura, o auxílio recíproco, a fecundidade na geração e na educação dos filhos, a abertura e a solidariedade com relação ao mundo, a participação na vida da Igreja.

Quando Brígida torna-se viúva, inicia-se o segundo período da sua vida. Renunciou a outras núpcias para aprofundar a união com o Senhor através da oração, penitência e obras de caridade. Também as viúvas cristãs, portanto, podem encontrar nessa santa um modelo a seguir.

De resto, Brígida bem sabia, e estava firmemente convencida, de que todo o carisma é destinado a edificar a Igreja.”

Que esse exemplo esplendoroso de filha, esposa e mãe possa interceder à Deus Nosso Pai por todas as mulheres do mundo de hoje. Santa Brígida, rogai por nós. Amém

Fonte:

http://apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com/index64.html

http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=278504

Grifos Nossos

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