Estado Islâmico sequestra 260 cristãos, queima igrejas e destrói cruzes na Síria

ROMA, 26 Fev. 15 / 02:51 pm (ACI/EWTN Noticias) – O avanço do Estado Islâmico (ISIS) no nordeste da Síria continua afetando as vilas cristãs que se encontram nas margens do rio Khabur, na região de Hassakeh, onde os jihadistas mantêm cerca de 260 pessoas como reféns, enquanto queimam igrejas e profanam as cruzes.

CNN informou nesta quinta-feira que “o grupo extremista sunita tem 262 assírios aprisionados”, conforme assinalou Osama Edward, fundador da Rede de Direitos humanos Assíria, que foi quem advertiu que os jihadistas “continuam tomando mais e mais vilas assírias”. Nas duas margens do rio Khabur se encontram 35 vilas povoadas principalmente por cristãos, das quais até o momento dez caíram nas mãos do ISIS.

A primeira invasão ocorreu na madrugada da segunda-feira, quando o ISIS atacou os dois primeiros povoados e capturou 90 cristãos. Até quarta-feira os reféns aumentaram para 150 e ontem já foi denunciado que o Estado Islâmico tem 262 pessoas, entre homens, mulheres, idosos e crianças. Desde que começou o ataque, milhares de famílias que viviam ao lado leste do rio começaram a deixar as suas casas para não serem capturadas.

Edward mora na Suécia, mas tem família na área atacada pelos extremistas e indicou que a informação foi dada pela equipe da Rede de Direitos Humanos Assíria que se encontra na zona. O representante da rede de direitos humanos disse temer que os reféns assírios sejam decapitados, tal como aconteceu com os 21 cristãos coptos na Líbia.

Cruzes e igrejas queimadas

Por sua parte, o casal cristão Sharlet e Romel David, disse da Califórnia (Estados Unidos) que segundo as informações de sua família na Síria, a entrada do ISIS “é como um mar de uniformes pretos marchando pelas vilas, queimando as igrejas, profanando as cruzes e causando estragos”. Romel David acha que doze de seus familiares estão entre os sequestrados. “Rezamos, rezamos todo o tempo”, expressou à CNN.

Por sua parte, Sharlet disse que seu irmão de 59 anos tinha deixado seu trabalho nos Estados Unidos faz dois anos para ir à Síria e trazer a sua família, mas pelo visto está agora como refém do ISIS. “Só quero que estejam a salvo”, disse Sharlet.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (SOHR por suas siglas em inglês), informou que os jihadistas levaram os reféns à montanha de Abd al-Aziz, ao sudoeste de Tal Tamir. Além disso, fontes assírias disseram ao observatório que através de mediadores das tribos árabes estão sendo realizadas negociações para libertar os sequestrados.

O SOHR também indicou que aviões da coalizão e seus aliados árabes lançaram ataques em Tal Tamer, na província de Hassakeh, contra posições do Estado Islâmico.

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